Irã ataca Bahrein e intensifica confrontos no Oriente Médio

Na madrugada do último sábado (18), o Exército do Kuwait relatou a interceptação de mísseis e drones lançados pelo Irã. A Kuwait Airways também anunciou o reagendamento de diversos voos após a suspensão temporária das operações no Aeroporto Internacional do Kuwait, em razão dos ataques iranianos.

A Guarda Revolucionária do Irã declarou ter destruído o que considerou ser o 'principal centro de inteligência artificial' do Bahrein, utilizando mísseis e drones. A situação no Oriente Médio se agrava com As Forças Armadas dos EUA, que informaram, na sexta-feira, que redirecionaram quatro embarcações comerciais e realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) destacou que as ações visam garantir o cumprimento do novo bloqueio imposto aos portos iranianos. Em resposta a esses ataques, Mohsen Rezai, assessor militar do líder supremo do Irã, advertiu que o país entrará em uma 'fase de ofensiva total' caso os ataques dos EUA persistam por mais de 'dois ou três dias'. Segundo Rezai, o Irã não se limitará a responder e nenhuma fronteira estará segura.

No mesmo dia, um navio de bandeira tailandesa foi atacado no Estreito de Ormuz, após ignorar avisos da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e tentar passar pela via marítima sem autorização. O Chefe das Forças Armadas do Kuwait, Khaled Dirj Saad Al-Shreian, visitou um soldado ferido durante um ataque de drones iranianos ocorrido em 17 de julho de 2026.

O Exército do Kuwait informou que vários militares foram feridos devido a bombardeios iranianos em instalações e acampamentos ligados ao Exército. As autoridades afirmaram que a ação foi uma retaliação aos ataques das forças americanas contra civis iranianos. O Irã alegou que a ofensiva resultou em grandes danos a uma base militar dos EUA no Kuwait.

Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou um ataque a um centro de comando de operações especiais dos EUA em al-Tanf, na Síria, como resposta ao assassinato de soldados iranianos. O Irã também afirmou manter o controle total do Estreito de Ormuz, afirmando que nenhuma exportação de petróleo ou gás ocorrerá pela hidrovia enquanto os ataques dos Estados Unidos persistirem.

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