Irã classifica ameaças de Trump como possíveis crimes de guerra e violações internacionais

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar usinas de energia e pontes no Irã podem ser interpretadas como crimes de guerra. A declaração foi feita após Trump publicar uma mensagem em rede social, ameaçando o país caso não reabra o Estreito de Ormuz.

Trump mencionou que a terça-feira seria marcada por ataques a infraestrutura civil no Irã, caso a passagem marítima não fosse reaberta. O presidente americano também afirmou que o governo iraniano teria 48 horas para normalizar as atividades na região, sob pena de novos ataques.

Gharibabadi citou o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, afirmando que as ameaças configuram violações do direito internacional. Além disso, Trump expressou otimismo em fechar um acordo com o Irã em um futuro próximo, enquanto as negociações por um cessar-fogo continuam.

O presidente também fez novas ameaças caso um acordo não seja alcançado, mencionando a possibilidade de os Estados Unidos tomarem o petróleo iraniano. A tensão aumentou após o Irã rejeitar uma proposta de cessar-fogo de 48 horas oferecida pelos Estados Unidos, que, segundo a agência Fars, foi resultado da surpresa do governo Trump com a capacidade militar do Irã.

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