Irã dispara contra navios indianos e reafirma controle no Estreito de Ormuz

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) anunciou neste sábado (18) a abertura de uma investigação sobre um incidente envolvendo a segurança na região. O vice-presidente Mohammad Reza Aref declarou que o Irã está no controle do Estreito de Ormuz e fez um alerta em meio às negociações com os Estados Unidos, enfatizando que o país não abrirá mão de seus direitos.

Neste mesmo dia, o Irã confirmou ter disparado contra dois navios indianos para forçá-los a deixar o Estreito de Ormuz. Um dos navios é um supertanque VLCC de bandeira indiana que transportava 2 milhões de barris de petróleo iraquiano, conforme informações veiculadas pela mídia estatal iraniana.

Duas embarcações da Guarda Revolucionária do Irã abriram fogo contra um navio-tanque que transitava pelo estreito, mas a tripulação e a embarcação foram relatadas como seguras. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido destacou que o navio não foi identificado e seu destino não foi revelado.

A Guarda Revolucionária também afirmou que manterá um controle rigoroso sobre a passagem, caso os EUA não garantam a liberdade de navegação para embarcações que se dirigem ao Irã. O presidente dos EUA indicou que o cessar-fogo com o Irã pode ser encerrado sem um acordo de longo prazo até quarta-feira (22).

Em entrevista recente, Donald Trump mencionou que o bloqueio nos portos iranianos persistirá e não descartou o uso da força militar, caso necessário. Ele também destacou que o presidente da China, Xi Jinping, está satisfeito com a situação no Estreito de Ormuz.

Por fim, uma emissora ligada ao Hezbollah informou que um ataque israelense de drone resultou na morte de pelo menos uma pessoa no sul do Líbano nesta sexta-feira (17). Parlamentares do Hezbollah expressaram preocupação em garantir um cessar-fogo efetivo com Israel, criticando as negociações diretas do governo libanês com o país vizinho.

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