Irã exige garantias de paz no Líbano para reiniciar diálogos com EUA

O Irã manifestou a necessidade de receber garantias de que as hostilidades no Líbano serão encerradas antes de reiniciar as negociações com Os Estados Unidos, que estão previstas para ocorrer na Suíça. Um diplomata, que possui conhecimento sobre o assunto, revelou que os iranianos exigem a confirmação do fim dos conflitos, conforme estipulado em um acordo anterior. A fonte também apontou que os mediadores estão atualmente empenhados em resolver essa questão.

As negociações entre as partes estão temporariamente suspensas devido aos ataques israelenses no Líbano, embora não tenha sido especificado quando os mediadores esperam que as conversas sejam retomadas. A situação no Líbano e a pressão sobre o Irã têm gerado um clima de incerteza nas relações diplomáticas entre as nações envolvidas.

Na quinta-feira (18), o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, fez duras críticas ao governo israelense, especialmente àqueles que se opõem ao acordo com o Irã. Vance afirmou que o presidente Donald Trump é o único aliado de Israel, em uma declaração que remete aos bilhões de dólares que o país recebe em ajuda militar dos EUA. O vice-presidente defendeu o acordo que foi firmado recentemente, que visa encerrar o conflito com o Irã, apesar das críticas que este acordo tem recebido tanto nos EUA quanto em Israel.

O acordo tem sido alvo de descontentamento por não conter efetivamente o programa de mísseis do Irã e por não fornecer um caminho claro para o desmantelamento das suas instalações nucleares. Além disso, o pacto é visto como uma restrição a Israel em sua luta contra o Hezbollah no Líbano. As tensões aumentaram, especialmente após Trump ter criticado Israel em várias ocasiões, o que complicou ainda mais a relação entre os dois países, que recentemente se uniram para atacar o Irã.

Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Vance foi questionado sobre a suposta indignação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em relação ao acordo. O vice-presidente declarou que não ouviu comentários diretos de Netanyahu, mas criticou membros de sua equipe que atacaram tanto o acordo quanto Trump. Vance destacou que Trump é o único chefe de Estado que demonstra apoio a Israel neste momento delicado.

Em suas considerações finais na cúpula do G7, Trump minimizou as preocupações de Israel, sugerindo que Netanyahu poderia adotar uma postura mais conciliadora em relação ao Hezbollah. Em um evento público, Netanyahu reafirmou a importância da relação com os EUA, mas enfatizou que Israel manterá sua presença no sul do Líbano para garantir a segurança de seus cidadãos na fronteira norte.

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