Irã promete intensificar resposta a ataques enquanto enfrenta desafios econômicos

O Irã anunciou que irá intensificar suas ações para enfrentar os problemas econômicos provocados pelas sanções impostas pelos Estados Unidos, que têm causado sérios danos à sua economia. Em um contexto de crescente tensão, uma autoridade iraniana alertou para uma "resposta dolorosa" caso o país sofra novos ataques.

Seis meses após os primeiros ataques realizados por EUA e Israel, a guerra entre as partes parece ter entrado em um impasse. Um acordo preliminar de cessar-fogo, firmado em junho, não avançou e as tentativas diplomáticas para retomar o processo de paz não mostraram progresso significativo.

Após um período de inatividade militar em agosto, os ataques de retaliação foram reiniciados. O Comando Central dos EUA informou que, em resposta ao lançamento de mísseis balísticos pela Guarda Revolucionária Islâmica contra navios da Marinha americana, três petroleiros iranianos foram atacados no último sábado (5).

Em um discurso realizado no domingo (6), o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, enfatizou que os EUA precisam entender, “antes que seja tarde demais”, que as regras do conflito mudaram. Ele declarou que qualquer ataque contra os interesses do Irã resultará em uma resposta mais rápida e contundente.

Teerã demonstrou que ainda possui a capacidade de agir contra os interesses dos EUA em países vizinhos e de interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital que anteriormente respondia por um quinto do abastecimento global de petróleo.

A pressão das sanções e bloqueios está tornando a situação econômica do Irã cada vez mais insustentável, conforme afirmaram três fontes de alto escalão do país. Qalibaf também mencionou que, além das questões militares, a principal batalha do Irã se concentra na produção e na preservação dos meios de subsistência da população. Ele destacou os desafios como a inflação, o desemprego e as flutuações cambiais.

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