O Irã declarou na sexta-feira (17) que o Estreito de Ormuz foi reaberto totalmente à navegação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou que não existem mais "pontos conflitantes" para um acordo entre os dois países, embora essa afirmação tenha sido contestada por Teerã.
O Estreito de Ormuz se tornou um ponto central de tensão na disputa entre EUA, Israel e Irã, sendo uma rota crucial para o transporte de petróleo e fertilizantes, cuja interrupção impactou a economia global. O estreito, localizado entre o Irã e a Península Arábica, é em grande parte controlado por forças iranianas.
Em 7 de abril, um cessar-fogo foi firmado entre EUA e Irã, com a expectativa de reabertura da passagem. No entanto, o estreito permaneceu fechado por um tempo. Em resposta, os EUA iniciaram um bloqueio naval contra embarcações em portos iranianos, buscando pressionar a economia do país e garantir a reabertura da via marítima.
O governo iraniano atribui a reabertura a um acordo de cessar-fogo com o Hezbollah, que começou a vigorar na quinta-feira (16), sem mencionar o bloqueio dos EUA. A partir de agora, segundo o Irã, todos os navios poderão navegar livremente até 22 de abril, quando a trégua termina.
Contudo, as declarações de Trump e do governo iraniano logo após o anúncio geraram incertezas sobre a continuidade da abertura e a proximidade de um acordo. Trump utilizou suas redes sociais e discursos para afirmar que as negociações estão em fase avançada, mas manteve a pressão sobre o Irã com o bloqueio naval até que um acordo definitivo seja alcançado.
O Irã, representado por Mohammad Baqer Qalibaf, criticou a declaração de Abbas Araghchi sobre a liberação da passagem, considerando-a incompleta e mal explicada. O Irã estabeleceu que a navegação dos navios deverá ser supervisionada pelas Forças Armadas e exigiu que embarcações comerciais informem a Guarda Revolucionária antes de cruzar o estreito.