Irã responde a mensagem dos EUA em meio a negociações de paz

O Irã confirmou que está respondendo a uma mensagem enviada pelos EUA, conforme noticiado pela agência de notícias iraniana ISNA nesta quinta-feira, 21. A declaração ocorreu em um contexto em que a visita do chefe do Exército paquistanês a Teerã visava reduzir as divergências e facilitar um entendimento oficial entre as partes.

Na noite anterior, 20, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, comentou que o país recebeu a posição dos EUA e está em processo de análise. O Paquistão, que desempenha um papel de mediador nas negociações, já havia sediado conversas de paz no mês passado e continua a intermediar o conflito, com o ministro do Interior paquistanês também tendo estado em Teerã na quarta-feira.

Seis semanas após a implementação de um frágil cessar-fogo, os avanços nas negociações para encerrar a guerra têm sido limitados. A alta nos preços do petróleo gerou preocupações sobre a inflação e seu impacto na economia global. O presidente dos EUA, Donald Trump, enfrenta pressão interna à medida que se aproxima as eleições de meio de mandato, com seu índice de aprovação em níveis baixos devido à escalada dos preços dos combustíveis.

Trump, ao falar com repórteres na Base Aérea Conjunta Andrews, expressou a urgência da situação: "Acreditem, se não conseguirmos as respostas certas, tudo pode acabar muito rápido. Estamos todos prontos para partir". Ele também manifestou a determinação de impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, afirmando que as negociações estão em estágios finais e que um acordo deve ser alcançado para evitar medidas drásticas.

O Estreito de Ormuz, que antes da guerra era um ponto crucial para o transporte de petróleo, está praticamente fechado, com apenas uma fração das 125 a 140 passagens diárias ocorrendo atualmente. Os bombardeios conjuntos entre EUA e Israel resultaram em milhares de mortes no Irã antes do cessar-fogo. Além disso, Israel, em sua invasão ao Líbano, também causou um alto número de fatalidades e deslocamentos de pessoas, enquanto os ataques iranianos a Israel e países vizinhos no Golfo Pérsico resultaram em dezenas de mortes.

Os objetivos de guerra de Trump e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, incluem conter o apoio do Irã a milícias regionais, desmantelar seu programa nuclear e destruir sua capacidade de lançamento de mísseis. Entretanto, o Irã, até agora, manteve seu estoque de urânio enriquecido em níveis próximos à produção de armas, além de sua habilidade de ameaçar países vizinhos com mísseis, drones e milícias aliadas. Os governantes religiosos do Irã, que reprimirama revoltas populares no início do ano, não apresentam sinais de oposição organizada desde o início do conflito.

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