Ministro das Relações Exteriores do Irã discute perspectivas de diálogo mediado por Omã
O Irã e os EUA iniciaram diálogos mediado por Omã, mas questões sensíveis, como o programa de mísseis iraniano, permanecem fora da mesa.
O diálogo entre o Irã e os Estados Unidos, mediado por Omã, marca uma tentativa de restabelecer laços que se deterioraram nos últimos anos. Recentemente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, expressou esperança de que as negociações possam avançar em breve. Entretanto, ele deixou claro que o programa de mísseis do Irã é um ponto crucial, afirmando que “nunca será negociável”. Esta posição reflete a defesa do Irã de sua soberania e segurança,
A Origem das Tensions
Historicamente, as relações entre o Irã e os EUA têm sido tumultuadas, especialmente desde a Revolução Islâmica em 1979. O país persa tem visto com crescente desconfiança as ações militares e políticas dos EUA na região, as quais frequentemente são vistas como tentativas de contenção. Em particular, a questão do programa nuclear iraniano gerou um impasse significativo, levando a sanções internacionais e a um estado de guerra fria entre as nações.
O Cenário Atual
As negociações, que aconteceram em Muscat, representam uma abertura, mas a recepção na população iraniana é cautelosa. Muitas pessoas expressam descrença de que as conversas possam levar a resultados concretos, pois ambas as partes parecem inflexíveis em suas posições. Um expert em política externa observou que a pressão dos EUA, especialmente vinda de Israel, poderá dificultar ainda mais uma aproximação. Por outro lado, Trump, ao assinar novas sanções e tarifas contra países que fazem negócios com o Irã, mostra que está disposto a usar a força econômica como um meio de negociação, complicando ainda mais a situação.
O Que Esperar Futuramente
O futuro das negociações dependerá não apenas do progresso nas conversas em si, mas também de como ambos os lados gerenciarão suas expectativas e pressões políticas internas. A contínua presença militar dos EUA na região, refletida no envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Oriente Médio, pode ser vista como uma forma de pressão que não está ajudando a construir confiança. Além disso, a próxima reunião entre Trump e Netanyahu é um indicativo de que a influência israelense continuará a ser um fator na política americana em relação ao Irã.
Conclusão
O Irã e os EUA estão em uma encruzilhada crítica. As conversações mediadas por Omã podem ser um passo inicial em direção ao diálogo, mas as profundas divisões existentes e a falta de confiança mútua levantam dúvidas sobre a eficácia desses esforços. Com a insistência do Irã em manter seu programa de mísseis fora da mesa, e a pressão contínua dos EUA por concessões, o caminho para um acordo duradouro ainda parece distante.
Fonte: www.aljazeera.com
Fonte: (FILES