Em um ato simbólico durante o funeral de Ali Khamenei, iranianos queimaram um boneco de Lego do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O evento, que ocorreu no dia 10 de julho de 2026, chamou a atenção pela sua carga política e pela forma de protesto contra a figura de Trump, que durante seu mandato adotou uma postura hostil em relação ao Irã.
A queima do boneco foi filmada e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, gerando reações diversas ao redor do mundo. O funeral de Khamenei, uma figura central na política iraniana, atraiu milhares de pessoas que expressaram sua reverência e, ao mesmo tempo, suas opiniões sobre a relação conturbada entre o Irã e os Estados Unidos.
O ato de queimar o boneco de Lego do Trump não é um evento isolado, mas sim parte de uma série de manifestações que refletem o descontentamento de muitos iranianos em relação às políticas americanas. A rivalidade entre os dois países é marcada por décadas de tensão política e militar, com episódios que remontam à Revolução Islâmica de 1979.
Os manifestantes que participaram da queima do boneco expressaram sua insatisfação com o que consideram uma interferência constante dos EUA em assuntos do Oriente Médio. Este tipo de protesto é comum na cultura política iraniana, onde a figura de Trump se tornou um símbolo das políticas adversas que impactaram a nação.
O funeral de Khamenei, que foi um líder influente e, por muitos, considerado um guardião da Revolução Islâmica, se transformou em um palco para a expressão de sentimentos antiamericanos. A queima do boneco representa não apenas um ato de protesto, mas também uma forma de reafirmação da identidade nacional iraniana em face das pressões externas.
A relevância desse ato pode ser vista como um reflexo das tensões geopolíticas que ainda permeiam as relações entre o Irã e os Estados Unidos, além de evidenciar a importância de figuras políticas como Khamenei na mobilização de sentimentos populares. Ao longo dos anos, Khamenei se posicionou contra a influência americana na região, o que ressoou entre muitos iranianos que veem a figura de Trump como uma ameaça à soberania nacional.