Irmã de Deolane critica anulação de suspensão da OAB e acusa delegada de perseguição

A advogada Daniele Bezerra, Irmã de Deolane Bezerra, comentou a decisão da 8ª Câmara Recursal da OAB-SP que anulou a suspensão da licença profissional de Deolane, determinada em junho. A liberação foi aprovada nesta segunda-feira (26/10). Daniele também acusou a delegada Maria Corsato de perseguição, por ter participado de outras investigações relacionadas à família.

Em publicações nas redes sociais, Daniele apontou supostas inconsistências na investigação contra a irmã, presa desde maio sob acusação de lavagem de dinheiro e envolvimento com facção criminosa. Segundo ela, as decisões anteriores prejudicaram o andamento da apuração e as decisões contra Deolane. "Ela sofreu os efeitos de uma suspensão decorrente de um procedimento que agora teve seus atos anulados. Quem devolve esse tempo?", questionou.

Daniele afirmou que a defesa também contesta a legalidade de atos processuais na esfera criminal e cobrou o reconhecimento de direitos. Ela disse que a irmã está presa há mais de cinco meses e manifestou indignação com a situação. "Não é possível que primeiro se imponha o sofrimento para somente depois se verificar qual caminho percorrido e se houve respeito à legislação", declarou.

Sobre a delegada Maria Corsato, Daniele relatou que a autoridade policial atuou em outra investigação envolvendo a família e, desde então, segundo ela, continua concedendo entrevistas e fazendo manifestações públicas. A irmã da advogada mencionou que a própria irmã da delegada acionou a Polícia Militar e relatou uma situação envolvendo mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo encontrado dentro de um puff que teria recebido da ex-candidata a deputada estadual por São Paulo. Daniele disse que não acusa a delegada de crime, mas cobrou apuração da origem e propriedade do dinheiro.

A Corregedoria da Polícia Civil passou a investigar a delegada após a denúncia feita pela Irmã de Deolane. Daniele pediu que a apuração seja conduzida com o mesmo rigor aplicado à sua família e defendeu que quem exerce o poder de investigar também esteja sujeito à lei. "Eu não peço privilégios. Eu só peço que minha irmã também não esteja abaixo da lei", finalizou.

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