Ação ocorreu após flotilha ser impedida de levar ajuda a Gaza
Greta Thunberg e 170 ativistas foram deportados de Israel para a Grécia e Eslováquia após serem detidos. A ação gerou alegações de maus-tratos por parte dos detidos.
Nesta segunda-feira (8), Israel deportou a ativista Greta Thunberg e outros 170 ativistas de uma flotilha internacional que foi impedida por forças israelenses de entregar ajuda a Gaza, enviando-os para a Grécia e Eslováquia. A ação elevou para 341 o total de deportados entre os 479 detidos. O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou que todos os direitos legais dos participantes foram respeitados, apesar das alegações de maus-tratos durante a detenção.
Detalhes da deportação
Os deportados incluem cidadãos de diversos países como Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suíça, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos. Thunberg, que é uma conhecida ativista sueca por causas ambientais, embarcou em um voo na base aérea de Ramon, localizada no deserto de Negev. A flotilha foi considerada por Israel como uma ação de publicidade.
Maus-tratos alegados
Após a deportação, alguns ativistas que voltaram à Suíça relataram terem sido submetidos a condições desumanas durante a detenção, incluindo privação de sono, falta de água e comida. Relatos de agressões físicas também foram feitos, com um advogado afirmando que os detidos foram espancados e mantidos em gaiolas. O Ministério das Relações Exteriores de Israel refutou essas alegações, afirmando que todos os detidos tiveram acesso a água e comida.
Repercussão e reações
A ex-prefeita de Barcelona, Ada Colau, que também estava na flotilha, comentou sobre os maus-tratos, destacando que as experiências dos ativistas não se comparam ao sofrimento diário do povo palestino. A Embaixada da Suíça em Tel Aviv visitou os cidadãos suíços deportados e afirmou que estavam em condições de saúde razoáveis, dadas as circunstâncias. A situação gerou um debate intenso sobre os direitos humanos e as condições de detenção em Israel.