O cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah foi implementado, mas Israel já violou o acordo, realizando bombardeios intermitentes em diversas aldeias no sul do Líbano. O Exército libanês reportou que as ações militares israelenses ocorreram mesmo após a trégua ter entrado em vigor à meia-noite de sexta-feira.
As Forças de Defesa de Israel não emitiram comentários imediatos sobre a situação, mas o porta-voz Avichay Adraee alertou que as tropas israelenses permanecem posicionadas no sul do Líbano. Em um comunicado, as forças israelenses pediram que os cidadãos libaneses evitassem retornar às suas localidades no sul do país.
A artilharia israelense continuou a bombardear áreas no sul do Líbano, conforme relatado por uma agência estatal do país. A recomendação das Forças de Defesa de Israel era para que os moradores não se deslocassem para regiões ao sul do rio Litani.
Na quinta-feira (16), antes do início do cessar-fogo, Israel e Hezbollah trocaram ataques, resultando no disparo de foguetes contra o norte de Israel, que atingiram áreas civis. Equipes de resgate iniciaram buscas por possíveis feridos, mas ainda não há informações detalhadas sobre vítimas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordou a situação, reiterando a necessidade de que o papa Leão XIV reconheça o Irã como uma grande ameaça. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a trégua e destacou a oportunidade de um acordo histórico com o governo libanês, enfatizando a importância do desmantelamento do Hezbollah.
Além disso, a Alemanha manifestou disposição para participar de uma missão de proteção no Estreito de Ormuz, com o chanceler Friedrich Merz apresentando propostas em reunião com líderes europeus. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, também comentou sobre as movimentações militares do Irã na região.