Itaú BBA eleva preço-alvo da Vale (VALE3) apesar de desafios

Análise do desempenho da mineradora diante do cenário atual

Itaú BBA mantém recomendação de compra para a Vale, elevando o preço-alvo mesmo com desafios na mineração.

A Vale (VALE3) se destaca no mercado financeiro mesmo diante de um início de ano desfavorável para a mineração, conforme análise do Itaú BBA. O banco, em um relatório divulgado no dia 3 de janeiro de 2026, manteve sua recomendação de outperform e elevou o preço-alvo de suas ações de US$ 14 para US$ 19 por ADR. Essa atualização sugere um potencial de valorização de quase 18% em relação aos níveis atuais, indicando a confiança dos analistas na empresa, mesmo em um cenário de fraco desempenho na mineração.

Contexto da Vale no Mercado de Mineração

A Vale é uma das maiores mineradoras do mundo e, em anos recentes, enfrentou desafios significativos, especialmente na produção de minério de ferro. Contudo, o Itaú BBA acredita que a empresa está bem posicionada para se beneficiar de uma série de fatores, incluindo a melhora operacional e o aumento dos preços dos metais básicos. A companhia se destaca em um contexto onde ativos reais ganham destaque em meio à desvalorização das moedas e ao aumento do apetite por commodities metálicas no mercado global.

Os analistas do banco projetaram que a receita de Ebitda da Vale para 2026 será de US$ 18 bilhões, um aumento de 7% em relação à expectativa anterior. Isso é impulsionado principalmente pelo desempenho positivo da divisão de metais básicos, que deverá contribuir com US$ 5,1 bilhões, um crescimento impressionante de 57% comparado às estimativas anteriores. Essa revisão positiva é um indicativo da resiliência da Vale, especialmente com o aumento da demanda por metais como cobre e níquel, que são cruciais para a transição energética e a eletrificação.

Desafios e Oportunidades para a Mineradora

Apesar da análise otimista, o desempenho da Vale não é isento de desafios. O minério de ferro, por exemplo, sofreu cortes nas projeções de Ebitda devido a volumes de produção mais baixos do que o esperado. O Itaú BBA ajustou suas estimativas para essa divisão, mas ainda acredita que o impacto negativo é limitado no resultado consolidado da empresa. A combinação de preços resilientes e a demanda contínua por metais básicos podem mitigar esses desafios operacionais.

Outro ponto importante levantado pelos analistas é a dinâmica de fluxo de capital. A Vale, com aproximadamente 11,7% de peso no Ibovespa, é considerada uma das principais alternativas para investidores que buscam exposição a commodities metálicas no Brasil. O aumento do interesse de investidores estrangeiros no Brasil pode ser um fator que sustenta a valorização das ações da Vale nos próximos meses.

Expectativas Futuras e Impactos no Mercado

O Itaú BBA acredita que, com a continuidade da desalavancagem da dívida da Vale, a mineradora poderá aumentar seus dividendos nos próximos anos. A expectativa é que a Vale finalize o ano de 2026 com uma dívida líquida de US$ 15,7 bilhões, próximo do centro da faixa-alvo estipulada pela companhia. Essa projeção abre espaço para distribuições extraordinárias futuras, o que pode resultar em um aumento ainda maior no apelo das ações da Vale entre investidores.

Por fim, o banco estima que a Vale negocia a 4,8 vezes EV/Ebitda em 2026, o que, somado ao yield médio de fluxo de caixa livre de 8,5% entre 2026 e 2028, coloca a mineradora em uma posição competitiva em comparação a seus pares australianos. Com isso, a Vale se mantém como uma opção atraente para aqueles que buscam diversificar suas carteiras com ativos que apresentam sólido potencial de valorização em um cenário econômico desafiador.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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