Izalci cobra criação da CPMI do Banco Master

Senador defende investigação sobre escândalos financeiros

Senador Izalci Lucas pede criação da CPI para investigar o Banco Master.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) levantou um dos temas mais controversos do atual cenário financeiro brasileiro ao defender a criação da CPMI do Banco Master. O requerimento para a instalação deste colegiado foi protocolado nesta terça-feira, trazendo consigo um forte apoio popular e político, refletido nas 42 assinaturas de senadores e 238 deputados que o respaldam.

O escândalo do Banco Master e BRB

Os desdobramentos em torno do Banco Master e do Banco de Brasília (BRB) foram descritos pelo senador como o maior escândalo do mercado financeiro nacional. Em seu discurso no Plenário, Izalci expressou a indignação coletiva da população, clamando por transparência nas ações que envolvem corrupção e escândalos financeiros que vêm se acumulando ao longo dos últimos anos. Ele fez uma análise crítica sobre o processo de compra do Banco Master pelo BRB, um negócio que foi inicialmente anunciado em 2025, mas que acabou sendo barrado pelo Banco Central devido a diversas irregularidades.

A Polícia Federal, em investigações que se estenderam de 2024 a 2025, revelou que o BRB injetou mais de R$ 16 bilhões no Banco Master, incluindo a aquisição de carteiras de crédito consideradas ‘podres’, isto é, com valor de mercado comprometido ou inexistente.

Conexões perigosas

Além das questões financeiras, Izalci destacou as ligações familiares que levantam suspeitas sobre a integridade das investigações. Ele chamou a atenção para o contrato da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com o Banco Master, insinuando que tais laços podem influenciar as decisões judiciais. O senador também mencionou uma reunião não oficial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, como um indicativo de que as relações entre o Estado e o setor privado estão longe de ser transparentes.

Blindagem judicial?

No entanto, as principais críticas de Izalci recaem sobre a ação do STF, que, segundo ele, estaria atuando para proteger seus ministros de investigações. Ele fez referência a um pedido anterior da CPI do INSS para a quebra de sigilo fiscal do Banco Master e de seus proprietários, que teria sido interrompido por uma decisão do ministro Dias Toffoli, que mandou colocar os documentos sob sigilo sem que os membros da CPMI do INSS pudessem se manifestar. Essa situação levanta questões críticas sobre a accountability e a transparência nas ações do Judiciário.

Conclusão

Com a pressão crescente para a criação da CPMI do Banco Master, a expectativa é que novos desdobramentos ocorram nas investigações. O clamor por justiça e transparência no setor financeiro ressoa não apenas entre os parlamentares, mas também entre a população, que aguarda respostas concretas sobre o uso de recursos públicos e a relação entre os poderes do Estado e o mercado financeiro.

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