James Webb detecta características de 3I/Atlas em profundidade

ATLAS

Análise da superfície da cometa revela camadas formadas por radiação

O telescópio James Webb identificou uma camada de radiação na superfície do cometa 3I/Atlas, com profundidade de 15 a 20 metros, formada ao longo de bilhões de anos.

Em 29 de outubro de 2025, o telescópio James Webb detectou uma camada de radiação na superfície do cometa 3I/Atlas, com profundidade de 15 a 20 metros. Essa camada se formou ao longo de bilhões de anos devido à exposição a raios cósmicos que atravessam a galáxia. O cometa, que é o terceiro objeto interestelar confirmado, foi observado pela primeira vez em agosto de 2025, a 4,45 bilhões de quilômetros da Terra.

Composição da superfície e transformação química

Pesquisadores do Instituto Real Belga de Aeronáutica e Espaço coordenaram o estudo que destaca a conversão do monóxido de carbono em dióxido de carbono na superfície do cometa. Durante sua passagem pelo periélio, a uma distância de 1,36 unidades astronômicas do Sol, 3I/Atlas começou a liberar gases e poeira de sua camada de radiação. A composição do núcleo é majoritariamente de dióxido de carbono, com uma relação CO2/H2O de 7,6 ± 0,3, uma das mais altas registradas entre cometas.

Impacto da radiação cósmica

A pesquisa revela como a radiação cósmica afeta a química dos objetos interestelares. A camada de radiação de 15 a 20 metros é resultado de interações intensas com partículas de alta energia, mostrando que 3I/Atlas, ao contrário de cometas do sistema solar, não possui proteção de uma camada de heliosfera, resultando em uma superfície alterada. A análise espectral antes e depois do periélio revelou um aumento na luminosidade e uma tonalidade azul, indicando a liberação de gases voláteis.

Observações futuras e implicações

As observações contínuas de 3I/Atlas podem oferecer novos insights sobre a evolução de cometas e a interação entre objetos interestelares e a radiação cósmica. A comparação com outros cometas, como 2I/Borisov, pode ajudar a entender melhor as características e a formação desses corpos celestes. Cientistas continuam a monitorar a atividade do cometa, que já mostrou uma diminuição gradual em sua luminosidade.

Fonte: www.mixvale.com.br

Fonte: ATLAS

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