James Webb descobre a supernova mais antiga já registrada

Agência

Astrônomos capturam luz de supernova que ocorreu 13 bilhões de anos atrás

Astrônomos usam o James Webb para registrar a supernova mais antiga, datando de 13 bilhões de anos.

James Webb revela supernova datada em 13 bilhões de anos

O telescópio James Webb fez uma descoberta impressionante ao captar a luz da supernova mais antiga já observada, que remonta a 13 bilhões de anos, ou seja, ocorreu apenas 730 milhões de anos após o Big Bang. Essa supernova foi acompanhada por uma poderosa explosão de raios gama, o que indica a destruição de uma estrela maciça e a possível formação de um buraco negro.

Andrew Levan, da Universidade Radboud, na Holanda, ressaltou a importância desta descoberta: “Existem apenas alguns eventos de raios gama detectados nos últimos 50 anos que ocorreram no primeiro bilhão de anos do universo. Este evento, em particular, é muito raro e emocionante.”

Detecção inicial e colaboração de telescópios

A detecção deste fenômeno começou em 14 de março, quando o satélite francês-chinês SVOM (Space-based multi-band astronomical Variable Objects Monitor) registrou um explosão de raios gama em uma área remota do espaço. Pouco depois, o Observatório Neil Gehrels Swift da NASA foi capaz de identificar o mesmo evento em raios X, permitindo que os astrônomos localizassem com precisão a origem do GRB 250314A.

A busca pela supernova continuou com o uso do Telescópio Óptico Nórdico, que detectou a luz do após-brilho da explosão, e por fim, o Very Large Telescope no Chile confirmou um desvio para o vermelho de 7.3, evidenciando que esta explosão ocorreu 13 bilhões de anos atrás.

Significado das observações do James Webb

Levan liderou uma equipe de astrônomos que solicitou o tempo de observação em um momento crítico para observar o que restou da supernova. Com a autorização, no dia 1 de julho, o James Webb utilizou sua Câmera Infravermelha Próxima para capturar essa luz, mostrando que esta era uma supernova, ou seja, a morte de uma estrela massiva.

Segundo Levan, “Somente o Webb poderia mostrar diretamente que essa luz era proveniente de uma supernova. Essa observação também demonstra que podemos usar o Webb para identificar estrelas individuais quando o universo tinha apenas 5% de sua idade atual.”

Análise do ambiente galáctico

Além disso, o JWST conseguiu detectar a galáxia hospedeira da supernova, mesmo que parecesse borrada em apenas alguns pixels. Observações indicam que esta galáxia distante é similar a outras que existiam no mesmo período. Emeric Le Floc’h, membro da equipe de Levan, afirmou que a análise do espectro da supernova sugere que a estrela que explodiu não era incomum para os padrões atuais.

No entanto, espera-se que haja diferenças significativas devido à escassez de elementos pesados na época da explosão. Novos dados serão necessários para desvendar esses detalhes.

Um novo marco na astrofísica

Essa supernova não só bateu um recorde por ser a mais distante já observada, mas também é uma das poucas explosões de raios gama que foi detectada sem que a supernova correspondente tivesse sido vista. Anteriormente, a supernova mais antiga registrada pelo JWST ocorreu 1.8 bilhões de anos após o Big Bang.

Os resultados desta pesquisa foram publicados em dezembro na revista Astronomy & Astrophysics. Está claro que esta nova supernova com desvio para o vermelho de 7.3 rompeu todos os recordes anteriores, trazendo novas esperanças para entender as origens das estrelas e a evolução do universo.

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