A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou a proposta de um orçamento suplementar que se aproxima de US$ 19 bilhões, com o intuito de reduzir o impacto da recente elevação nos preços do petróleo, que tem sido acentuada por tensões no Oriente Médio. Em uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, 25, Takaichi destacou que essa iniciativa busca implementar medidas eficazes para minimizar os riscos financeiros e sociais que a situação pode acarretar.
O novo pacote orçamentário, estimado em mais de 3 trilhões de ienes, corresponde a aproximadamente US$ 18,84 bilhões. Para financiar essa despesa, o governo japonês planeja emitir títulos que visam cobrir o déficit orçamentário. A primeira-ministra enfatizou que essa emissão de títulos será equilibrada por um aumento na arrecadação tributária, o que, segundo ela, evitará qualquer efeito adverso significativo no mercado de títulos governamentais.
Takaichi também abordou a recente alta nos rendimentos dos JGBs (títulos do governo japonês), que têm se intensificado nos últimos dias. Essa preocupação vem sendo alimentada pela inflação, que pode ser exacerbada pela guerra e pela política fiscal expansionista proposta por sua administração para enfrentar a escalada do custo de vida.
Outro ponto levantado pela premiê foi a criação de uma reserva financeira, que terá como objetivo mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio. Além disso, ela mencionou a intenção de oferecer subsídios para as contas de serviços públicos durante a temporada de verão. Embora a escassez de petróleo tenha gerado receios acerca de possíveis aumentos de preços, Takaichi assegurou que o Japão deve ter suprimentos de petróleo suficientes para atender suas necessidades até a próxima primavera.
Com essas medidas, o governo japonês busca não apenas lidar com os desafios imediatos decorrentes da alta dos preços de energia, mas também assegurar uma gestão fiscal que não comprometa a estabilidade econômica do país no longo prazo.