A confirmação de Joaquim Barbosa como candidato à presidência do Brasil em 2026 pelo Democracia Cristã (DC) marca uma nova fase para o partido, que passou por mudanças significativas em sua estrutura no Paraná. Joni Correia, que ocupava a presidência provisória da sigla, foi substituído por Ricardo Gomyde, que teve dificuldades em estabelecer uma identidade de esquerda para o partido em apenas um mês.
João Caldas, presidente nacional do DC, anunciou a escolha de Barbosa como o novo representante da legenda na corrida presidencial, deixando Aldo Rebelo com opções limitadas, como disputar ao governo de São Paulo, ao Senado Federal ou à Câmara Federal. A possibilidade de Rebelo se tornar vice de Barbosa também foi mencionada, embora seja vista como remota.
A estratégia do ex-ministro do STF envolve uma intensa movimentação no cenário político, onde enfrentará adversários como Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flavio Bolsonaro (PL). O ex-presidente Lula já é um nome consolidado, enquanto Bolsonaro enfrenta críticas por ter solicitado R$ 12 milhões ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, para a produção do filme Dark Horse.
Caldas não hesitou em enviar um aviso claro aos membros descontentes com a nova direção do partido: aqueles que não apoiarem Joaquim Barbosa estarão fora do DC. Ele enfatizou que a política deve ser conduzida com razão e emoção, evitando decisões tomadas com base em impulsos.
A movimentação dentro do DC também pode impactar a posição de Ricardo Gomyde, que poderá perder espaço na sigla. Além disso, os pré-candidatos já têm autorização para iniciar a arrecadação de recursos para suas campanhas, o que indica que o partido está se preparando para uma disputa acirrada nas eleições de 2026. As mudanças na liderança e na estratégia do DC sinalizam uma adaptação às novas dinâmicas políticas que se desenham no Brasil.