Jorge Messias, advogado-geral da União, fez sua primeira declaração pública após a rejeição de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista a jornalistas, ele enfatizou que participou do processo de indicação de forma "íntegra" e "franca". Messias expressou gratidão pelos votos recebidos, mas ressaltou a necessidade de aceitar a decisão do Senado, que considera soberano. Ele afirmou: "A vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Temos que aceitar, o plenário do Senado é soberano. Agradeço os votos que recebi, faz parte do processo democrático saber ganhar, saber perder".
A indicação de Messias, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis, sendo necessária a aprovação de pelo menos 41 dos 81 senadores para que fosse aceita. Com a rejeição, a proposta foi arquivada, marcando um momento histórico, já que esta é a primeira vez em mais de 130 anos que um indicado ao STF é rejeitado.
Em sua declaração, Messias refletiu sobre o impacto emocional da reprovação, reconhecendo que não é uma situação simples para alguém com sua trajetória. Ele compartilhou que aprendeu a confiar nos planos de Deus para sua vida, afirmando: "Lutei o bom combate, como todo cristão e preciso aceitar o plano de Deus na minha vida". O advogado-geral da União, que possui apoio de segmentos religiosos, demonstrou resiliência ao enfrentar a rejeição.
A indicação foi anunciada há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial chegou ao Senado apenas no início de abril. Messias foi escolhido para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente em outubro de 2025. Durante a entrevista, ele também mencionou os cinco meses que enfrentou de desconstrução de sua imagem, afirmando ter "vida limpa" e ressaltando a importância de "CONSTRUIR CARREIRA, RELAÇÕES E AUTONOMIA APÓS O DIAGNÓSTICO TARDIO".
Além disso, a rejeição da indicação ocorre em um momento em que o Senado é chamado a desempenhar um papel fundamental na avaliação de candidatos para o STF, refletindo a dinâmica política e os desafios enfrentados pelo governo. A situação de Messias levanta questões sobre os critérios e a política de indicações para a suprema corte do país, especialmente em um cenário onde a confiança do público e a transparência são cruciais para a manutenção da democracia.