Jornalista curitibana sofre ataque de cão em Londres e passa por cirurgias

Uma Jornalista de Curitiba, Lorena Nogaroli, de 48 anos, sofreu um grave ataque de um cão da raça American Bully no último sábado, 28, enquanto cuidava do animal temporariamente em Londres. O caso só veio à tona nesta semana e está sob investigação da polícia britânica.

O cão, chamado Simba, estava sob os cuidados de Lorena enquanto seu tutor se ausentava. De acordo com a jornalista, o cachorro não havia apresentado comportamentos agressivos anteriormente e, nos dias que antecederam o ataque, não havia sinais de que poderia agir de forma violenta. Lorena descreveu o animal como dócil e afetuoso, afirmando que ele costumava dormir em sua cama e a acompanhar pela casa.

No entanto, no momento do ataque, a jornalista relatou que ela e Simba estavam relaxando em casa, assistindo televisão, quando o cão a atacou sem aviso prévio. "De repente — e sem nenhum gatilho — ele me atacou", afirmou. O primeiro golpe foi uma mordida em seu rosto, seguida por uma série de mordidas que a derrubaram ao chão. Lorena tentou se defender, mas acabou sendo ferida em várias partes do corpo.

Após cerca de cinco minutos de ataque, a jornalista conseguiu escapar para o quintal e se trancar em casa, deixando o cão do lado de fora. Lorena, que vive em Londres há cinco anos e é proprietária de uma empresa de assessoria de imprensa em Curitiba, foi submetida a internações e cirurgias para tratar das feridas que sofreu durante o incidente.

Esse caso reacende um debate sobre a segurança em relação aos cães e a responsabilidade dos tutores. Dados do Office for National Statistics (ONS) revelam que 16 pessoas morreram em 2023 na Inglaterra e no País de Gales em decorrência de ataques de cães, um número recorde. No Brasil, informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) indicam que 51 mortes foram registradas no país em 2023 devido a ataques de cães, superando os 40 casos do ano anterior.

Especialistas apontam que, na maioria das vezes, os cães não são os culpados pelos ataques, uma vez que esses eventos costumam envolver diversos fatores e nem sempre apresentam sinais claros de advertência. Lorena decidiu compartilhar sua experiência como um alerta para que outros possam estar mais atentos aos riscos. "Eu não enxerguei o perigo. E isso é o que mais me assusta", concluiu.

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