Caso de João Alberto Silveira Freitas continua sem previsão de julgamento após cinco anos
Caso de João Alberto Freitas, morto em Carrefour, completa cinco anos sem previsão de julgamento dos réus.
O caso de João Alberto Silveira Freitas e suas implicações sociais
A morte de João Alberto Silveira Freitas, conhecido como Beto, ocorreu em 19 de novembro de 2020, dentro de uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O incidente, que já completou cinco anos, ainda aguarda uma definição sobre o julgamento dos seis acusados envolvidos na morte. A situação se agrava pela ausência de uma data para o tribunal do júri, o que traz à tona discussões sobre racismo e a lentidão da justiça.
Circunstâncias da morte e a resposta da justiça
Beto estava fazendo compras acompanhado de sua esposa, Milena Alves, quando foi seguido e abordado por seguranças do estabelecimento. A denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) relata que o homem foi espancado e que a causa da morte foi compressão torácica que resultou em asfixia. Após o crime, seis pessoas foram presas e se tornaram réus, mas desde dezembro de 2024, todos respondem em liberdade após decisão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que considerou excessivo o tempo de prisão preventiva.
Recurso e a luta da família pela justiça
O MPRS continua a luta para reverter a decisão que retirou o racismo como uma das qualificadoras do crime, um aspecto importante que contradiz o inquérito da Polícia Civil. Gustavo Nalgestein, advogado da viúva de Beto, expressa preocupação sobre o andamento do processo, afirmando que a espera pode levar à perda de memória sobre os detalhes do caso. “Estamos talvez na metade do caminho”, afirma Nalgestein, ressaltando a frustração com a lentidão do sistema judiciário.
Comparações históricas e consequências sociais
A repercussão da morte de Beto foi comparada a casos como o de George Floyd, que mobilizaram protestos em todo o Brasil. A família de Beto teme que a injustiça do caso caia no esquecimento, considerando a quantidade de outros eventos similares que ocorreram desde então. “Quantos outros fatos aconteceram depois desse?”, questiona Nalgestein, alertando sobre o risco de desinteresse público no julgamento.
Defesas e alegações dos réus
Os advogados dos réus defendem suas condutas, buscando desclassificar as acusações de homicídio doloso para um crime menos grave. Eles alegam que os réus não tiveram intenção de matar e que tentaram cessar as agressões. A defesa de um dos seguranças, por exemplo, afirma que ele não estava presente no momento da agressão e que suas ações foram mal interpretadas. Por outro lado, o Grupo Carrefour se comprometeu a implementar mudanças significativas em suas políticas de segurança para evitar que episódios semelhantes ocorram novamente.
Conclusão e próximos passos
O caso de Beto continua a ser um símbolo da luta contra a violência racista no Brasil e destaca a necessidade de um sistema judicial mais ágil e eficaz. À medida que o processo avança, a expectativa é que a justiça seja feita e que o caso não seja esquecido, mas sim um catalisador para mudanças significativas na sociedade.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: João Alberto Silveira Freitas foi morto em 19 de novembro de 2020 por seguranças em uma loja do Carrefour em Porto Alegre • Reprodução/Carrefour