Juliana Paes fala sobre assédio e adoecimento em ‘Pedaço de Mim’

Atriz relata experiências dolorosas e reflexões sobre o etarismo.

Juliana Paes abriu o coração sobre assédios e adoecimento durante gravações.

Juliana Paes, conhecida por seu talento e carisma, recentemente abriu seu coração em uma entrevista ao caderno Ela do jornal O Globo. A atriz, que será rainha de bateria da Viradouro no Carnaval de 2026, compartilhou experiências marcantes que moldaram sua trajetória artística e pessoal.

O impacto de experiências passadas

Em sua conversa, Juliana revelou ter enfrentado situações de assédio durante seu tempo como modelo, embora tenha enfatizado que isso não ocorreu dentro da Globo. “Na época de modelo vivi situações ruins”, destacou a atriz, referindo-se a um período desafiador que, em muitos aspectos, moldou sua visão sobre a indústria do entretenimento. O reconhecimento de tais experiências é crucial, pois evidencia a necessidade de uma maior proteção e acolhimento às mulheres em ambientes profissionais.

A atriz também mencionou o papel intenso que desempenha na série “Pedaço de Mim”, da Netflix, na qual interpreta Liana, uma mulher que vivencia uma trama de violência sexual. Segundo Juliana, o forte teor da obra teve um impacto profundo em sua saúde emocional e física: “Enquanto fazia o projeto, minha imunidade baixou, adoeci e faltei a um dia de gravação. O corpo não entende se a dor no set é real ou ficcional”. Essa confissão não apenas ilustra a carga emocional que certos papéis podem trazer, mas também a importância de discutir o impacto da saúde mental na carreira de artistas.

Reflexões sobre o retorno ao Carnaval

Além de discutir suas experiências de assédio e adoecimento, Juliana compartilhou reflexões sobre sua volta ao Carnaval como rainha de bateria da Viradouro, após quase 20 anos. “Eu me questionei: ‘Não tenho mais idade para isso, não sei mais sambar. Será que meu corpo ainda é sensual?'”, comentou, referindo-se a pensamentos relacionados ao etarismo, um tema que afeta muitas mulheres na sociedade atual. Essas inseguranças revelam como a pressão social pode impactar a autoimagem, especialmente em um ambiente tão visível como o Carnaval.

Emocionada, Juliana falou sobre a influência de seu pai, Carlos Henrique Paes, que faleceu em 2024, em sua decisão de retornar aos desfiles. “Meu pai sempre dava um jeito de me acompanhar na quadra da Viradouro. No último Carnaval, um ano após a morte dele, pensei: ‘Ele ia gostar de me ver desfilando de novo’. E aconteceu”, disse a atriz, ressaltando a conexão emocional que a arte proporciona e como ela pode servir como um meio de homenagear aqueles que amamos.

Controvérsias e expectativas

Contudo, o retorno de Juliana à Viradouro não esteve isento de controvérsias. Torcedores da escola expressaram descontentamento com a ausência da rainha nos ensaios. O Mestre Ciça, no entanto, afirmou que a escola já estava ciente da agenda repleta da atriz e que seu reinado seria de apenas um ano. Isso levanta questões sobre as expectativas em relação a figuras públicas e a necessidade de respeitar seus limites pessoais e profissionais.

Conclusão

Juliana Paes, ao compartilhar suas experiências e reflexões, não apenas enriquece o debate sobre assédio e saúde mental no entretenimento, mas também convida uma nova geração a entender que a luta contra o etarismo e a busca por acolhimento são questões ainda muito relevantes na sociedade contemporânea. Sua história ressoa como um lembrete de que todos possuem lutas invisíveis e que a empatia é essencial para superar os desafios da vida.

Fonte: www.purepeople.com.br

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