Novas medições indicam que o gigante gasoso é mais compacto do que se acreditava
Novas medições da sonda Juno revelam que Júpiter é menor do que as estimativas anteriores indicavam.
Quando se pensa em Júpiter, a imagem que vem à mente é a de um gigante colossal, dominando o Sistema Solar com sua imensidão. No entanto, novas medições feitas pela sonda Juno, da NASA, mostram que o planeta pode ser menor do que os cientistas pensavam, com implicações significativas no nosso entendimento sobre sua composição e estrutura interna.
A Nova Medida de Júpiter
A pesquisa recente, que revisou as medições anteriores, indicou que o diâmetro de Júpiter é menor em cerca de cinco milhas (8 km) em seu equador e até 15 milhas (24 km) em seus polos em comparação com os dados anteriores coletados por missões da NASA, como Pioneer e Voyager. Segundo Yohai Kaspi do Instituto Weizmann, “textos escolares precisarão ser atualizados”. As novas medições foram possibilitadas por uma nova técnica que utiliza sinais de rádio enviados e recebidos pela sonda Juno durante seu trabalho em órbita ao redor do planeta.
Detalhes da Pesquisa e Técnicas Utilizadas
Juno, que entrou em órbita de Júpiter em 2016, tem uma trajetória que permite passagens próximas das luas galileanas e até mesmo observações do planeta de ângulos que antes não eram possíveis. O método para medir o tamanho de Júpiter envolve analisar como os sinais de rádio se comportam ao atravessar a atmósfera do planeta. Essa técnica fornece insights sobre a densidade e a temperatura atmosférica, permitindo a criação de mapas detalhados do planeta. Maria Smirnova, também do Instituto Weizmann, enfatiza a importância desse processo: “A informação sobre como os sinais de rádio se curvam nos permite entender melhor a composição interna do planeta”.
Implicações das Novas Descobertas
Embora a diferença em milhas possa parecer irrelevante à primeira vista, especialistas como Eli Galanti alertam que esses poucos quilômetros são cruciais para a modelagem da estrutura interna de Júpiter. Ajustes nas dimensões do planeta têm o potencial de melhorar os modelos que descrevem sua densidade interna. Dado que Júpiter é considerado o padrão ouro para compreender gigantes gasosos, qualquer avanço em nosso entendimento sobre ele poderá ter repercussões significativas na forma como os astrônomos estudam outros planetas semelhantes, tanto no nosso Sistema Solar quanto em exoplanetas.
Conclusão
As novas medições de Júpiter não apenas desafiam a imagem tradicional que temos do planeta, mas também abrem novas portas para pesquisas futuras. À medida que continuamos a explorar o nosso Sistema Solar e além, cada nova descoberta nos aproxima mais de desvendar os mistérios do cosmos e a natureza dos planetas gasosos. A pesquisa foi publicada na revista Nature Astronomy, ressaltando a importância dessas descobertas para a comunidade científica.
Fonte: www.space.com
Fonte: Daily Newsletter