Justiça paulista anula dívida de Ana Hickmann por falsificação de assinatura

A Justiça de São Paulo reconheceu a falsificação da assinatura de Ana Hickmann em um contrato no valor de R$ 1,05 milhão com o Banco do Brasil. A decisão foi proferida pela juíza Camila Sani Quinzani Malmegrin, que se baseou em um laudo pericial que confirmou a manipulação do documento, levando à extinção da execução da dívida contra a apresentadora enquanto pessoa física.

A conclusão judicial foi embasada em uma perícia grafotécnica, que analisa as características da escrita para verificar a autenticidade dos documentos. O laudo pericial apontou divergências significativas nas rubricas atribuídas a Ana Hickmann, indicando que os traços analisados demonstravam um grafismo laborioso e lento, característico de tentativas de imitação, o que inviabiliza a possibilidade de que as assinaturas tenham sido feitas pela apresentadora.

Entre os aspectos técnicos identificados na análise, destacaram-se anomalias na pressão e entintamento, bem como a ausência de micro-hábitos gráficos que são típicos da escritora original. Esses elementos foram cruciais para a determinação da falsificação da assinatura.

Apesar da decisão favorável à apresentadora, a sentença manteve a cobrança da dívida contra a empresa Hickmann Serviços Ltda. O tribunal decidiu que o título continua válido para a pessoa jurídica, visto que foi assinado por Alexandre Correa, ex-marido de Ana Hickmann, que, na época da assinatura, tinha plenos poderes para representar a sociedade, conforme estipulado no contrato social da empresa.

A defesa de Ana Hickmann argumenta que as fraudes foram cometidas por Correa, que atuava como administrador dos negócios do grupo na época. Com a decisão judicial, o processo agora segue para a cobrança exclusiva da empresa e de outros possíveis avalistas. O Banco do Brasil informou que se manifestará apenas nos autos do processo, e o espaço permanece aberto para a manifestação de Alexandre Correa.

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