Marcos Pollon alega 'hiperfoco' em depoimento ao Conselho de Ética
Marcos Pollon alega hiperfoco para justificar sua participação no motim na Câmara.
Marcos Pollon, deputado do PL, gerou polêmica ao justificar sua participação no motim da oposição na Câmara, ocorrido em agosto de 2025, com a alegação de que teria entrado em um estado de “hiperfoco”. Essa condição, frequentemente associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi apresentada por Pollon durante seu depoimento ao Conselho de Ética, onde ele enfrenta um processo que pode culminar na suspensão de seu mandato.
Contexto do Motim
O motim da oposição teve como principal objetivo pressionar pela votação do chamado “pacote da paz”, que continha propostas polêmicas, incluindo uma anistia a condenados por crimes relacionados a tentativas de golpe. Durante a ocupação, que durou mais de 30 horas, os deputados impediram que o presidente da Câmara, Hugo Motta, se sentasse, criando um impasse que levou à necessidade de negociações complexas para a liberação da Mesa Diretora.
Detalhes da Ocupação
Pollon, durante seu depoimento, enfatizou que sua única preocupação era sobre a possibilidade de um acordo para a desocupação, repetindo diversas vezes que estava com “hiperfoco” nessa questão. Sua defesa alega que ele não tinha a intenção de desrespeitar a ordem na Câmara, mas sim de assegurar que qualquer decisão respeitasse um suposto acordo de desocupação. A situação gerou um debate acalorado sobre a legitimidade das ações dos parlamentares e a responsabilidade individual em episódios de desobediência civil no parlamento.
Consequências e Impacto
As repercussões do motim e das justificativas apresentadas por Pollon levantam questões sobre como o Parlamento deve lidar com comportamentos não convencionais de seus membros. O Conselho de Ética está em processo de ouvir testemunhas, e a situação pode influenciar não apenas a carreira de Pollon, mas também as dinâmicas políticas entre os partidos e a percepção pública sobre a atuação dos representantes. A articulação para o fim da ocupação foi mediada pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, em um esforço para restaurar a ordem e possibilitar a votação da anistia, refletindo a complexidade das relações políticas em um cenário já polarizado.
Conclusão
A alegação de “hiperfoco” por parte do deputado Pollon ilustra como questões de saúde mental podem se entrelaçar com a política e a ética parlamentar. Enquanto o Conselho de Ética avança em sua investigação, a situação destaca a necessidade de um diálogo mais amplo sobre a inclusão, a responsabilidade e a conduta de representantes eleitos, especialmente em momentos de crise e tensão.
Fonte: www.metropoles.com