O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou que seu sucessor precisará dedicar tanto tempo às questões internacionais quanto ele fez durante seu mandato. Em sua visão, a ideia de que o próximo líder possa se concentrar apenas em assuntos internos é insustentável, considerando o cenário global instável que o Reino Unido enfrenta.
Starmer, que anunciou sua saída do cargo após dois anos, enfatizou que as políticas interna e externa estão interligadas. "Muitas vezes surge essa discussão: qual é o equilíbrio certo entre lidar com assuntos internacionais e lidar com assuntos internos? Na verdade, são a mesma coisa", afirmou o premiê em uma entrevista à BBC.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de um futuro primeiro-ministro dedicar menos tempo à diplomacia, Starmer foi categórico: "Não, não acho que isso seja possível". Essa afirmação foi feita em meio a críticas de opositores que questionavam o tempo que ele investiu na política externa.
O parlamentar Andy Burnham, que é um dos nomes cotados para suceder Starmer, prometeu focar em questões prioritárias internas, como o padrão de vida, habitação, infraestrutura e a descentralização do poder nas regiões britânicas. Essa proposta contrasta com a abordagem de Starmer, que defendeu a necessidade de um foco internacional em sua gestão.
Em um vídeo publicado no X no último sábado (4), intitulado “With Keir” (Com Keir), o primeiro-ministro destacou as conquistas de sua administração, incluindo o restabelecimento do prestígio do Reino Unido no cenário global. Ele mencionou o apoio à Ucrânia e a participação em coalizões internacionais como algumas das suas principais realizações.
Starmer expressou orgulho pelo fato de outros países buscarem a liderança britânica, afirmando que isso é uma conquista significativa durante seus dois anos no governo. Além disso, o premiê também citou a estabilização da economia, a redução da pobreza infantil e as melhorias no Serviço Nacional de Saúde (NHS) como avanços que marcaram sua gestão.