Keir Starmer rejeita ameaças comerciais de Trump contra a Groenlândia

UK Prime Minister Meets With President Trump In Washington

Primeiro-ministro britânico critica uso de tarifas como pressão econômica entre aliados

Keir Starmer condena as ameaças comerciais de Trump para forçar a venda da Groenlândia, defendendo diálogo entre aliados e respeito à soberania.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, manifestou oposição clara às recentes ameaças comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas à anexação da Groenlândia. Trump insinuou que imporia uma tarifa de 25% sobre o Reino Unido e outros aliados europeus para forçar a Dinamarca a vender o território, atitude que Starmer descreveu como “completamente errada”.

Crítica ao uso de tarifas entre aliados

Em entrevista coletiva em Downing Street, Starmer afirmou que “usar tarifas contra aliados não é a forma correta de resolver diferenças dentro de uma aliança” e que “não ajuda enquadrar os esforços para fortalecer a segurança da Groenlândia como justificativa para pressão econômica”. Ele enfatizou a prioridade do governo britânico em agir conforme o interesse nacional, mas rejeitou a ideia de iniciar uma guerra comercial com os EUA.

Defesa do diálogo e soberania

Starmer considerou a situação “muito séria” e defendeu que o caminho adequado para tratar do futuro da Groenlândia é o diálogo calmo entre aliados, ressaltando que “a segurança da Groenlândia é importante e será cada vez mais, à medida que as mudanças climáticas transformam o Ártico”. Ele também afirmou que qualquer decisão sobre o status da Groenlândia deve ser feita apenas pelo povo groenlandês e pelo Reino da Dinamarca, reforçando o respeito à soberania local.

Contexto geopolítico e segurança no Ártico

Com o derretimento do gelo e a abertura de novas rotas marítimas no Ártico, a região tem sido alvo de crescente atenção estratégica e militar. Starmer prometeu que o Reino Unido está disposto a apoiar os aliados da OTAN nesse contexto, destacando a necessidade de maior investimento e defesa coletiva no chamado “Alto Norte”.

Repercussão internacional e resposta europeia

Além do Reino Unido, outros países europeus, como Alemanha e França, manifestaram preocupação com as ameaças de Trump e estudam medidas de retaliação. A União Europeia discute a possibilidade de impor tarifas em resposta, embora priorize a desescalada do conflito. A declaração conjunta de oito países europeus ressaltou a unidade contra as ameaças tarifárias e o compromisso com a soberania.

Relação bilateral Reino Unido-EUA

Apesar da discordância sobre a Groenlândia, Starmer reforçou a importância da relação entre Reino Unido e Estados Unidos, destacando os acordos tecnológicos e comerciais recentes entre os dois países. Ele manifestou o desejo de manter uma parceria forte, construtiva e focada em resultados, afirmando que “ser pragmático não significa ser passivo”.

Ameaças adicionais e imprevisibilidade

Trump não descartou a possibilidade de deixar a OTAN devido à disputa pela Groenlândia e reafirmou que qualquer controle do território que não seja dos EUA é “inaceitável”. A situação permanece tensa, com o futuro da região ártica e das relações transatlânticas em debate.

Fonte: time.com

Fonte: UK Prime Minister Meets With President Trump In Washington

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