Na quinta-feira (4), o advogado-geral do Kennedy Center emitiu uma ordem para que os funcionários removam o nome de Donald Trump das instalações até o dia 12 de junho de 2026, em cumprimento a uma recente decisão judicial.
A instrução inclui a atualização imediata de documentos do centro, como assinaturas de e-mail e materiais de marketing, para que passem a utilizar a denominação ‘The John F. Kennedy Center for the Performing Arts’ ou ‘Kennedy Center’. Outras alterações, como modelos, sinalizações, folhetos e páginas do site, devem ser concluídas até a data limite estabelecida.
Essa diretiva marca um revés significativo na tentativa de Trump de influenciar a administração do centro de Artes Cênicas, que teve início logo nos primeiros dias de seu segundo mandato, quando ele desmantelou o conselho anterior e nomeou aliados próximos.
Em resposta ao memorando, a Casa Branca redirecionou perguntas sobre a questão para as postagens de Trump no Truth Social, que abordaram a decisão judicial. Um juiz federal havia determinado que o Kennedy Center não poderia fechar temporariamente para reformas que durariam anos, afirmando que a inclusão do nome de Trump violava a legislação que estabelece que a instituição deve ser nomeada em homenagem ao Presidente Kennedy.
O juiz distrital dos EUA, Casey Cooper, destacou que a lei que regula o Kennedy Center é clara ao afirmar que o nome da instituição não pode ser alterado sem a autorização do Congresso. Em sua decisão, ele concedeu um prazo de duas semanas para que as autoridades realizassem a remoção do nome de Trump.
Recentemente, a loja de presentes do Kennedy Center ofereceu todos os produtos com a marca “Kennedy Center” com um desconto de 30%, antecedendo o fechamento esperado. Além disso, um mapa na garagem de estacionamento foi identificado com a etiqueta “Trump Kennedy Center”, e programas de produções ainda traziam o nome de Trump.