Na madrugada desta quarta-feira (7), múltiplas explosões foram ouvidas na capital da Ucrânia, Kiev. A Força Aérea da Ucrânia notificou a decolagem de vários bombardeiros estratégicos russos Tu-95, indicando que os mísseis representavam uma ameaça não apenas para Kiev, mas também para a região de Dnipropetrovsk e outras áreas do país.
Diante das ameaças, a administração militar de Kiev ativou os alertas de ataque aéreo. Enquanto isso, reportagens da imprensa russa informaram que cerca de 650 drones ucranianos teriam sido lançados em direção à região de Moscou entre a noite de segunda-feira (5) e a manhã de terça-feira (6). O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, declarou que a maioria dos drones foi destruída pelas forças de defesa aérea russas antes de alcançar seu destino.
O Ministério da Defesa da Rússia divulgou que, entre 20h de segunda-feira e 9h de terça-feira, seus sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram 868 drones ucranianos de asa fixa em diversas regiões, incluindo Belgorod e Kursk, além de áreas próximas ao Mar de Azov. Também foi relatado que, a partir das primeiras horas de terça-feira, drones Geran foram utilizados para atacar estações de radar ucranianas nas regiões de Odessa e Poltava, além de depósitos militares e centros de dados em grandes cidades do país.
Adicionalmente, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia informou que, nas últimas 24 horas, ocorreram 184 combates ao longo da linha de frente. O relatório indicou que a Força Aérea ucraniana conseguiu atingir três áreas de concentração de tropas russas e repelir ataques em diferentes direções, mostrando a continuidade do conflito na região.
Esses eventos refletem a escalada de hostilidades entre os dois países, com a Ucrânia intensificando suas operações militares enquanto a Rússia reforça sua defesa aérea. A situação em Kiev e nas áreas adjacentes continua tensa, com a população em alerta devido aos constantes ataques e ameaças.