Klabin (KLBN11) registra lucro de R$ 168 milhões no 4T25

Queda significativa de 69% em comparação ao ano anterior

Klabin teve lucro líquido de R$ 168 milhões no 4T25, apresentando uma queda de 69%.

A Klabin, uma das maiores produtoras de papel e celulose do Brasil, registrou um lucro líquido de R$ 168 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), refletindo uma queda alarmante de 69% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este resultado revela os desafios enfrentados pela companhia em um mercado competitivo e em rápida mudança.

Um panorama do setor de celulose e papel

O setor de celulose e papel no Brasil tem enfrentado diversas turbulências, principalmente devido a flutuações de demanda e preços das commodities. A Klabin, que se destaca por sua vasta gama de produtos e pela adoção de práticas sustentáveis, viu sua receita líquida somar R$ 5,17 bilhões no 4T25, o que representa uma leve queda de 2% em comparação ao ano anterior. Em contrapartida, o volume de vendas aumentou em 1%, evidenciando a resiliência da empresa mesmo em tempos difíceis.

Os desafios para a companhia não se limitam ao ambiente econômico. O custo de produção e as paradas programadas para manutenção em suas unidades de Ortigueira e Correia Pinto impactaram diretamente os resultados. A parada de Ortigueira, que durou 12 dias, acarretou em um custo direto de R$ 178 milhões, enquanto a de Correia Pinto durou 10 dias e custou R$ 14 milhões. Essas paradas, embora necessárias, evidenciam a complexidade da operação e os riscos associados à gestão de manutenção.

Detalhes financeiros e operações

Além do lucro em queda, a empresa reportou um EBITDA ajustado de R$ 1,83 bilhão, praticamente estável em relação ao ano anterior. Entretanto, analistas projetavam um EBITDA ajustado de R$ 1,99 bilhão, o que revela que a empresa não atingiu as expectativas do mercado. Essa performance financeira reflete não apenas os custos operacionais, mas também a necessidade de adaptação às novas realidades do mercado.

A redução da dívida líquida para R$ 25,9 bilhões, uma diminuição de 22% em comparação ao ano anterior, é um ponto positivo. O índice de alavancagem em dólar, que mede a relação entre a dívida líquida e o EBITDA ajustado, encerrou o trimestre em 3,3 vezes, uma queda de 0,6 vez em relação ao ano anterior. Essa dinâmica é crucial para a saúde financeira da empresa no longo prazo, pois um nível de alavancagem mais baixo pode facilitar investimentos futuros e garantir uma maior flexibilidade financeira.

Expectativas futuras e impacto do resultado

O cenário para a Klabin nos próximos trimestres dependerá da recuperação do mercado e da habilidade da empresa em gerenciar custos e melhorar a eficiência operacional. A redução da dívida e a estabilidade do EBITDA ajustado são indicadores positivos, mas a companhia precisa reverter a tendência de queda no lucro para garantir a confiança dos investidores.

Na dinâmica atual do mercado, a capacidade de adaptação e inovação será fundamental. A Klabin deve continuar focando em sua estratégia de sustentabilidade e na diversificação de produtos para se manter competitiva. O impacto dessas decisões será vital para o futuro da empresa no setor de celulose e papel, que exige constante adaptação às mudanças do mercado global.

Com a manutenção das operações e a implementação de estratégias eficazes, a Klabin pode encontrar um caminho para reverter a trajetória de queda nos lucros e reafirmar sua posição no mercado. O acompanhamento das tendências do setor e a resposta rápida a essas mudanças serão cruciais para o sucesso da empresa nos próximos anos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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