Um novo laudo produzido pela Polícia Científica do Paraná revelou a presença de fenol nas roupas de Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos, que faleceu após participar do tradicional "banho de óleo" após seu primeiro voo solo. O incidente ocorreu em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O delegado Lucas Petry, responsável pela investigação, destacou que o fenol é uma substância tóxica e corrosiva, capaz de causar queimaduras, intoxicação e dificuldades respiratórias.
Este laudo é o segundo a ser elaborado sobre o caso. O primeiro, referente à necropsia, indicou que Gustavo morreu devido ao inchaço das vias aéreas, o que impossibilitou sua respiração, resultado de uma exposição química. O exame inicial também revelou queimaduras químicas em diversas partes do corpo do piloto.
A partir da descoberta do fenol, a Polícia Civil intensificou suas investigações para determinar a origem da substância e sua relação com a morte de Gustavo. "A investigação está focada em duas questões principais: a procedência do fenol e sua implicação na morte do Gustavo", afirmou Petry.
O exame de química forense, que analisou materiais coletados durante a investigação, incluiu as vestes que Gustavo usava no momento do ritual. A análise confirmou que o fenol estava impregnado nas roupas, e o delegado mencionou que as características da substância coincidem com as lesões observadas no laudo de necropsia.
"O fenol é uma substância química altamente corrosiva, utilizada em diversos produtos industriais. Em contato com a pele, pode causar queimaduras e é rapidamente absorvido pelo organismo, podendo levar a intoxicações e dificuldades respiratórias", detalhou o delegado.
Em relação às implicações legais, até o momento, o caso é tratado como homicídio culposo, onde não há intenção de matar. A fiança estipulada foi de R$ 3 mil, e o suspeito está respondendo ao processo em liberdade. A classificação do crime poderá ser revista se novas evidências surgirem, indicando outras circunstâncias ou a participação de terceiros.