A recente decisão judicial que concedeu liberdade a Monique Medeiros gerou forte indignação em Leniel Borel, Pai de Henry Borel. Durante uma entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, exibida no último domingo (7/6), Leniel expressou seu descontentamento com o resultado do julgamento e a forma como a ex-esposa foi responsabilizada pela Justiça. Para ele, a decisão não reflete adequadamente a gravidade do caso que chocou o país e resultou na morte do menino em 2021.
Leniel revelou que sua percepção sobre Monique passou por uma transformação significativa ao longo das investigações. Inicialmente, ele acreditava que ela poderia estar sendo manipulada ou impedida de se manifestar livremente. "O que eu achei, eu falei: ‘Opa, ela está sendo comedida, retraída, em cárcere privado e impedida de falar’. Era isso que eu achava, né? Eu imaginava que ela poderia estar protegendo o assassino do filho dela", comentou, refletindo sobre sua visão inicial.
O engenheiro destacou que, com o avanço das investigações e o acesso às provas do processo, sua opinião mudou drasticamente. Ele acredita que Monique continua a omitir informações cruciais sobre as agressões que Henry sofreu antes de sua morte. "Pra mim, a mudança aconteceu, na minha opinião, quando eu começo a olhar os fatos, olhar tudo o que aconteceu, com as provas que a gente tinha. A Monique atua até hoje para esconder as agressões que o filho dela sofreu e recebeu", afirmou Leniel.
Monique Medeiros foi condenada a 1 ano e 4 meses de detenção por omissão em relação às agressões contra Henry. No entanto, como já havia cumprido parte da pena em prisão preventiva, a Justiça considerou que sua pena estava integralmente cumprida. Os jurados também afastaram a acusação de homicídio doloso, e a magistrada responsável pelo caso concedeu perdão judicial em relação ao homicídio culposo. Por outro lado, Jairinho, acusado de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no processo, recebeu uma pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão.
No desfecho da entrevista, Leniel fez um desabafo contundente sobre a decisão judicial: "Não houve justiça pelo Henry. Não ver a Monique sendo condenada na mesma proporção… Porque, para mim, eu, Leniel, como pai, o Jairo é perverso, terrível, um monstro, sádico. Mas a Monique é muito pior, porque ela é mãe. Nós não esperamos, eu não esperava, que uma mãe não protegesse o filho dela". Essa declaração evidencia a dor e a inconformidade de um pai que, mais de cinco anos após a morte do filho, continua a lutar por uma responsabilização adequada dos envolvidos no caso.