Europeus adotam postura firme contra demandas de Donald Trump, especialmente sobre Groenlândia
Líderes europeus adotam postura unificada contra as demandas do presidente Trump, especialmente em relação à Groenlândia.
A virada na diplomacia europeia contra Donald Trump
Nos últimos meses, líderes europeus começaram a se posicionar de forma clara e unificada contra as exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A keyphrase “Líderes europeus dizem não” reflete essa mudança decisiva na postura diplomática do continente, que passa a rejeitar o estilo agressivo e unilateral de Trump.
O ponto crítico foi a tentativa do presidente americano de reivindicar a soberania sobre a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca e membro da aliança da OTAN, o que causou reação imediata e contundente das nações europeias. Em resposta, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer afirmou que “a Grã-Bretanha não vai ceder” à pretensão de Trump, enquanto o primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre declarou que “ameaças não têm lugar entre aliados”.
Rejeição clara às ameaças e táticas de Trump
A ofensiva de Trump para assumir o controle da Groenlândia, incluindo ameaças de tarifas sobre bens importados de países europeus, uniu os governos europeus em uma frente diplomática firme. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, ressaltou que “não é possível negociar a soberania” de seu país, deixando claro o limite para qualquer intervenção externa.
Essa postura representa uma ruptura com a abordagem anterior, quando líderes europeus buscavam contornar ou suavizar as demandas do presidente americano, muitas vezes com elogios e diplomacia tradicional. Agora, a rejeição explícita indica o desafio de lidar com um presidente que despreza o direito internacional e as normas diplomáticas convencionais.
Fatores externos que influenciam o cenário
Além da resposta europeia, Trump enfrenta dificuldades internas, como a aproximação das eleições legislativas nos EUA, a queda da bolsa de valores e críticas crescentes à sua gestão. Isso contribui para a postura mais assertiva dos europeus, que perceberam ser possível resistir às pressões do governo americano sem medo de retaliações graves.
O economista Mark Carney, sem citar diretamente os EUA, afirmou que a Europa deve reconhecer a necessidade de fortalecer sua união contra coerções externas, evidenciando um desejo de maior autonomia nas relações internacionais.
O futuro da relação transatlântica
Apesar do momento de tensão, especialistas apontam que a relação entre Europa e EUA ainda é estratégica para ambas as partes. O professor Duncan Snidal enfatiza que, mesmo com a ruptura atual, há interesse mútuo em preservar a cooperação sob novas bases, especialmente após o fim do mandato de Trump.
No Fórum Econômico Mundial em Davos, Trump recuou parcialmente em suas ameaças, cancelando a ideia de usar força para tomar a Groenlândia e propondo negociações para um acordo. Contudo, os líderes europeus mantêm firme a defesa da soberania territorial e da ordem internacional baseada em regras.
Reflexos para a diplomacia internacional
O episódio evidencia uma mudança importante na condução das relações internacionais, em que líderes europeus deixam de lado a diplomacia convencional para adotar uma postura mais direta e assertiva, capaz de resistir a pressões unilaterais. Essa mudança pode influenciar futuros debates sobre soberania, alianças militares e comércio global.
A determinação europeia em dizer “não” a Trump representa não apenas um posicionamento político, mas uma reafirmação dos valores e da integridade territorial que são pilares da ordem internacional contemporânea.
Fonte: abcnews.go.com