A Assembleia Geral das Nações Unidas, que se inicia nesta semana em Nova York, é um dos principais eventos diplomáticos do ano, reunindo líderes e diplomatas de diversas partes do mundo. O secretário-geral da ONU, António Guterres, em coletiva de imprensa, ressaltou que a famosa escada rolante da organização foi consertada a tempo, evitando incidentes como o ocorrido no ano passado, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a ONU após um problema com o equipamento.
O tema central da Assembleia deste ano é "Restaurar a confiança, gerir a transformação: Uma ONU que entrega para todos". A reunião ocorre em um momento importante, já que Guterres se prepara para deixar o cargo ao final do ano, enquanto questões relacionadas a modelos emergentes de inteligência artificial também estão em pauta.
A concentração de diplomatas torna a Assembleia um espaço propício para negociações paralelas. Trump, por exemplo, tem uma reunião agendada com líderes do Golfo na terça-feira (22) para discutir a situação no Irã. Além disso, o presidente americano deve realizar um briefing “de alto nível” para o Conselho da Paz, um órgão criado para supervisionar a reconstrução de Gaza, que Trump já sugeriu que poderia substituir a ONU.
A França também está se mobilizando para convocar uma reunião sobre a solução de dois Estados para o conflito entre Israel e a Palestina. Durante a Assembleia do ano passado, vários países ocidentais, incluindo a França, reconheceram o Estado da Palestina, um passo significativo nas discussões sobre o conflito.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, será outro participante importante, destacando a relevância da Assembleia no atual cenário mundial. No entanto, Trump já expressou suas dúvidas sobre a eficácia da ONU, questionando sua capacidade de promover ações concretas para resolver conflitos. Em uma declaração anterior, ele mencionou que a organização muitas vezes se limita a emitir declarações sem consequências práticas.
Apesar das críticas e da crescente marginalização da ONU, analistas afirmam que a organização ainda desempenha um papel fundamental na diplomacia global. Em um contexto de conflitos crescentes, a ONU continua sendo o único fórum legítimo com a capacidade de reunir todas as nações para discutir e enfrentar questões globais.