Ligação com PCC leva à prisão de delegada em São Paulo

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Investigação do Ministério Público aponta vínculos da delegada Layla Lima Ayub com facção criminosa e atuação irregular

Delegada em São Paulo é presa por ligação com PCC; namorado é integrante da facção e investigado por crimes em Roraima.

A prisão da delegada Layla Lima Ayub, ocorrida em São Paulo no dia 16 de janeiro de 2026, revelou um preocupante elo entre agentes públicos e o crime organizado. A delegada, recém-empossada e vinculada ao sistema policial paulista, foi detida pelo Ministério Público em uma operação que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em estruturas do Estado.

Relação pessoal e profissional com facção

As investigações apontam que Layla mantinha um relacionamento íntimo com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, membro ativo do PCC. Jardel já havia sido preso em 2021 em Roraima por tráfico de drogas e organização criminosa, onde atuava para fortalecer a facção na região norte do país. Além do vínculo amoroso, a delegada teria ligações profissionais com integrantes do grupo criminoso, levantando suspeitas sobre a influência da facção dentro da própria polícia.

Atuação ilícita e irregularidades

Além da suspeita de conivência com o PCC, Layla teria exercido irregularmente a advocacia mesmo após assumir o cargo de delegada em dezembro de 2025, contrariando normas administrativas. Essa prática levanta dúvidas sobre sua conduta ética e possíveis conflitos de interesse durante sua atuação no serviço público.

Operação do Ministério Público e mandados

A prisão ocorreu no contexto de uma ação coordenada para combater a presença do crime organizado em órgãos estatais. Junto à delegada, Jardel também foi detido, ambos sendo investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou mandados de busca e apreensão não só em São Paulo, mas também no Pará, abrangendo imóveis e estabelecimentos comerciais.

Investigações sobre lavagem de dinheiro

Um dos focos da investigação é a compra de uma padaria na Zona Leste de São Paulo, suspeita de ter sido adquirida com recursos oriundos de atividades ilícitas e registrada em nome de terceiros para ocultar a real propriedade. Essa prática é comum em esquemas de lavagem de dinheiro para dar aparência legal a bens provenientes do crime.

Implicações para a segurança pública

O caso expõe a complexidade e alcance do PCC, evidenciando que sua influência ultrapassa o meio prisional para infiltrar agentes públicos e comprometer a integridade das instituições. A participação direta de uma delegada em atividade criminosa representa um desafio significativo para o sistema de justiça e segurança pública, ressaltando a necessidade de mecanismos rigorosos de controle e fiscalização.

Histórico de Jardel Neto Pereira da Cruz

Jardel, com 28 anos, atuava principalmente em bairros da zona Oeste de Boa Vista, Roraima, onde articulava ações violentas e recrutas para o PCC. Ele desempenhava papel estratégico ao oferecer armas, coordenar tráfico de drogas e fomentar ataques contra autoridades locais. A relação próxima com a delegada Layla sugere que sua influência pode ter se estendido para o sudeste brasileiro.

A complexa rede de relações e atividades ilícitas revelada pela operação do Ministério Público demonstra a importância de investigações aprofundadas para desarticular o crime organizado e prevenir sua infiltração nas instituições públicas.

Fonte: baccinoticias.com.br

Fonte: redes sociais arquivo pessoal

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