Lindsey Graham reafirma que execuções no Irã continuam apesar de afirmação de Trump

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Senador desafia declaração do presidente sobre cessar das execuções durante protestos no Irã

Senador Lindsey Graham afirma que as execuções no Irã continuam, desmentindo declaração do presidente Trump sobre o fim das mortes.

Declaração de Lindsey Graham sobre execuções no Irã em meio a protestos

O senador Lindsey Graham afirmou que as execuções no Irã continuam ocorrendo em ritmo alarmante, contrariando a declaração do presidente Donald Trump feita na quarta-feira de que o regime iraniano teria parado com as execuções indiscriminadas de manifestantes contra o governo. Graham destacou que o número de mortos tem aumentado hora após hora e que a repressão permanece intensa. O senador, influente nas questões de política externa junto à administração Trump, indicou que deseja que o presidente avance com planos para ações militares contra o Irã, como forma de conter a brutalidade do regime.

Contraponto das declarações de Trump sobre a situação no Irã

Na mesma data, Trump afirmou aos jornalistas que o Irã estava interrompendo as execuções em resposta à ameaça de ação militar dos Estados Unidos. “Fomos informados de que as mortes no Irã estão parando — já pararam — estão parando”, disse o presidente, acrescentando que recebeu essa informação de “boa autoridade”. Essa declaração gerou desacordo imediato de Graham e outros membros do Congresso, que apontam que a repressão segue vigorosamente, com muitas mortes e prisões de manifestantes nas últimas semanas.

Pressões por resposta americana diante da repressão no Irã

Graham tem sido enfático ao defender que os Estados Unidos devem usar “qualquer meio necessário” para punir as autoridades iranianas responsáveis pela repressão violenta aos protestos contra condições econômicas e alta inflação. Em suas postagens nas redes sociais, o senador apelou para que os EUA ajudem os manifestantes e adotem medidas rápidas para tornar o povo iraniano seguro novamente. No entanto, essa posição não é unânime no Congresso, onde há preocupações sobre as consequências de uma intervenção militar direta.

Divergências no Congresso sobre possíveis ações militares contra o Irã

Alguns parlamentares democratas e republicanos alertam que ataques militares podem ter efeito contrário, fortalecendo o regime e alienando a população. O senador Tim Kaine (D-Va.) defendeu que o uso excessivo da força dos EUA poderia ser contraproducente, citando o caso da Síria, onde a queda de Bashar al-Assad não foi resultado direto da intervenção americana. Já o senador Rand Paul (Ky.) destacou que os jovens iranianos, muitos dos quais desaprovam o regime, podem passar a ver os Estados Unidos de forma negativa caso o país bombardeie o Irã.

Contexto das manifestações e repressão violenta no Irã

Desde o início dos protestos, milhares de cidadãos iranianos têm se manifestado contra o governo devido ao agravamento das condições econômicas e à inflação crescente. A resposta das autoridades tem sido marcada por prisões em massa, uso excessivo da força e execuções sumárias, gerando condenação internacional. A controvérsia entre as declarações do presidente e as avaliações de líderes do Congresso reflete a complexidade da situação e os desafios para uma política externa eficaz dos EUA frente ao regime iraniano.

Fonte: thehill.com

Fonte: Follow on Google News

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