Luciano Huck se manifestou nas redes sociais no último domingo (24), após a repercussão de um vídeo onde comenta sobre o Bolsa Família. O vídeo, que viralizou, foi gravado durante sua participação no Fórum Esfera, realizado no dia anterior, 23 de maio, no Guarujá, em São Paulo. Huck discorreu sobre a necessidade de aprimorar programas de proteção social, enfatizando a importância de criar incentivos para que as famílias busquem a independência financeira.
Frente às críticas recebidas, o apresentador declarou que suas palavras foram mal interpretadas ao serem compartilhadas fora de contexto. "Tive uma fala em um evento fechado, não era em nenhuma das minhas redes sociais e não se tratava de uma entrevista. Um trecho acabou circulando de forma que dá a entender que sou contra programas de proteção social, o que não é verdade! Defendo políticas que beneficiam milhões de brasileiros. O que preciso ressaltar é que esses programas devem ser constantemente aprimorados", afirmou Huck.
Ele destacou que, com os avanços da tecnologia e a inteligência artificial, é possível entender melhor a realidade de cada família, tornando a distribuição dos recursos mais eficiente. "Os recursos precisam ser direcionados de forma eficaz a quem realmente necessita, evitando corrupção e gastos desnecessários. A proteção social é essencial, mas deve ser aliada à educação de qualidade e à geração de oportunidades", completou o pai de Joaquim, Benício e Eva.
Huck também fez uma crítica à ineficiência do sistema atual, citando a cidade de Senhor do Bonfim, onde 56% da economia depende do Bolsa Família. Ele questionou a falta de estímulos para que as famílias que recebem o benefício busquem alternativas para sair do programa. "As beneficiárias acabam encontrando maneiras de permanecer no sistema de distribuição de renda, sem criar incentivos para a autonomia financeira", analisou.
O apresentador chamou a atenção para a mobilidade social no Brasil, mencionando um estudo da OCDE que revela que uma família leva, em média, nove gerações para sair da base da pirâmide social e alcançar a classe média. "Isso implica que nem as futuras gerações terão a esperança de uma vida melhor, resultando em desmotivação. A falta de mobilidade social e a desigualdade gerada pelo CEP em que se nasce limitam as oportunidades", concluiu Luciano Huck.