Após acordo com UE, Mercosul mira expansão comercial com novos parceiros
Lula destaca que Mercosul busca mercados no Canadá, México, Vietnã, Japão e China após acordo com UE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Mercosul está focado em ampliar suas parcerias comerciais globais, especialmente com Canadá, México, Vietnã, Japão e China, após concluir o acordo comercial com a União Europeia. O anúncio foi feito no Rio de Janeiro, em declaração conjunta com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na véspera da assinatura do pacto entre Mercosul e UE, marcada para ocorrer em Assunção, Paraguai.
O acordo Mercosul-UE e seu impacto
Após 25 anos de negociações, o acordo entre os dois blocos representa um marco para o comércio internacional e o multilateralismo, conforme destacou Lula. Ele ressaltou que o pacto é benéfico tanto para o Brasil e Mercosul quanto para a Europa e os defensores da democracia global. A assinatura foi adiada pelo impasse político na União Europeia, em especial devido às preocupações da Itália e da França, países com setores agrícolas que temiam a concorrência.
Com as concessões feitas ao setor agrícola europeu, o apoio italiano foi reconquistado, permitindo que os Estados-membros da UE aprovassem o acordo para assinatura. O pacto visa reduzir tarifas comerciais e estimular o comércio bilateral, que já movimentou US$ 100,1 bilhões em 2025, com equilíbrio entre exportações e importações.
Expansão do Mercosul além da Europa
Lula enfatizou que o Mercosul continuará buscando novos mercados e parcerias estratégicas fora da Europa, com foco em países como Canadá, México, Vietnã, Japão e China. A estratégia visa diversificar as relações comerciais e fortalecer o bloco diante de um cenário global marcado por protecionismo e incertezas comerciais.
Desafios e expectativas para a implementação do acordo
Após a assinatura em Assunção, o acordo ainda passa pela aprovação do Parlamento Europeu, prevista para abril ou maio, uma votação considerada apertada devido às divergências internas no bloco europeu. No Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que espera a aprovação do Congresso Nacional no primeiro semestre, com entrada em vigor do acordo no segundo semestre.
Contexto global e benefícios estratégicos
O acordo Mercosul-UE também é visto como uma resposta às tensões comerciais globais, como as medidas protecionistas dos Estados Unidos, e uma forma de reduzir a dependência de mercados como o chinês. Além do comércio de bens e serviços, o pacto garante acesso a minerais essenciais para a indústria europeia, fortalecendo laços econômicos e estratégicos entre os continentes.
Esse avanço sinaliza uma nova fase para o Mercosul, que busca não apenas consolidar o mercado regional, mas também ampliar sua inserção no comércio internacional, com foco em parcerias que podem impulsionar o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável da região.
Fonte: www.moneytimes.com.br
