Lula defende proibição das apostas esportivas e descarta prejuízos ao futebol

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, nesta segunda-feira (28/9), que a proibição das apostas esportivas não deverá causar danos ao futebol no Brasil. A fala ocorreu durante a cerimônia de sanção do PL nº 4.578/2025, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino. A proibição das apostas, determinada por uma medida provisória assinada por Lula na última sexta-feira (25), inclui tanto as apostas de quota fixa quanto os jogos online.

Durante o evento, Lula, que é torcedor do Corinthians, fez uma brincadeira sobre a preferência da primeira-dama Janja da Silva pelo Flamengo. Ele mencionou a escolha do uniforme da esposa e, em seguida, reafirmou a decisão do governo sobre a proibição das apostas. "A minha mulher, que devia estar com a camisa do Corinthians, tá de Mengão porque ela é Mengão. E eu queria dizer para vocês, companheiras mulheres, que esse negócio da gente ter acabado com as bets não traz nenhum prejuízo pro futebol", afirmou o presidente.

A declaração de Lula surge após manifestações de clubes brasileiros que expressaram preocupação com os possíveis impactos da proibição nas receitas de patrocínio. Na semana anterior, 15 clubes haviam publicado um manifesto contrário ao fim das apostas, enquanto o governo argumenta que o futebol não depende desse tipo de receita.

Para fortalecer seu argumento, Lula citou momentos marcantes da história do futebol brasileiro, lembrando que as conquistas não ocorreram na era das apostas. "Os melhores momentos da história do futebol brasileiro, não existia a bets. O Brasil foi campeão do mundo em 1958, em 1962, em 1970, em 1994, em 2002, não existia bets. O Flamengo foi campeão do mundo em 81, o São Paulo foi campeão do mundo três vezes, o Corinthians foi campeão do mundo, o Grêmio foi campeão do mundo… Lamentavelmente, o Palmeiras não foi. O Santos foi duas vezes campeão do mundo e não existia bets", destacou.

A medida provisória que proíbe as apostas também estabelece o fim da oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no país. Com isso, as plataformas afetadas estão impedidas de aceitar novas apostas, gerando questionamentos jurídicos, com entidades do setor acionando o Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira.

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