Ações diplomáticas para fortalecer a soberania da região
Lula dialoga com líderes do México e Canadá sobre a situação na Venezuela, reafirmando a soberania e a necessidade de cooperação regional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou uma série de conversas por telefone com importantes líderes da América, buscando fortalecer a posição da região diante da recente captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. As conversas, que ocorreram na tarde de 8 de janeiro de 2026, envolveram a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ambos solicitando os diálogos para tratar da situação na Venezuela.
O contexto da crise venezuelana
A Venezuela tem enfrentado uma grave crise política e econômica nos últimos anos, acentuada pela polarização interna e pela pressão internacional. A recente captura de Maduro, que foi um marco significativo, trouxe à tona discussões sobre a soberania da nação e o papel das forças externas na política da América Latina. Lula, em suas conversas, se posicionou firmemente contra as intervenções militares, defendendo que a região deve ser uma “zona de paz” e que as soluções devem ser buscadas através do diálogo.
Durante sua conversa com Sheinbaum, Lula repudiou os ataques à soberania venezuelana, enfatizando a importância de manter a cooperação entre Brasil e México para promover a paz e a estabilidade na região. Ambos os líderes concordaram em trabalhar juntos, não apenas em questões políticas, mas também em iniciativas para combater a violência contra a mulher, um tema que Lula tem abordado frequentemente em seus discursos.
Detalhes das conversas diplomáticas
O diálogo com o primeiro-ministro canadense Mark Carney também foi crucial. Lula e Carney condenaram a utilização de forças militares sem respaldo na Carta das Nações Unidas e no direito internacional, um ponto que reflete a crescente crítica à intervenção externa em assuntos latino-americanos. Ambos os líderes discutiram a necessidade de reforma nas instituições de governança global, uma questão que tem ganhado cada vez mais relevância no cenário internacional.
Além disso, Lula aproveitou a oportunidade para convidar Sheinbaum a visitar o Brasil, com datas a serem definidas pelas equipes de ambos os países. Carney, por sua vez, aceitou o convite para uma visita ao Brasil em abril deste ano, destacando a intenção de aprofundar as relações bilaterais e fomentar o comércio entre as nações. Os líderes também manifestaram interesse em acelerar as negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá, um passo que pode fortalecer ainda mais os laços econômicos na região.
Essas conversas marcam um movimento estratégico de Lula, que busca não apenas solidificar a posição do Brasil na geopolítica da América Latina, mas também promover um ambiente de diálogo e cooperação que possa trazer estabilidade a uma região marcada por tensões políticas e sociais.
Fonte: www.metropoles.com
