Lula realiza discurso na ONU em sua última participação como presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, 22 de setembro, em Nova York, EUA. Durante sua fala, Lula deverá destacar os principais desafios enfrentados pela política externa brasileira, além de reforçar a importância da defesa da democracia e da soberania nacional, em um contexto que antecede o 1º turno das eleições no Brasil.

Tradicionalmente, o presidente brasileiro é o primeiro a discursar na tribuna da ONU, seguido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa sequência é uma característica notável do evento, que proporciona um espaço para diferentes líderes mundiais compartilharem suas visões sobre questões da agenda internacional.

Esta marca a décima participação de Lula na Assembleia Geral, que conta com a presença de 193 países-membros da ONU. O tema central desta edição é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: Uma ONU que apresenta resultados para todos”. A expectativa é que o discurso do presidente brasileiro dure cerca de 20 minutos, superando os 18 minutos de sua intervenção anterior.

De acordo com informações de auxiliares, Lula abordará a relevância do multilateralismo, a defesa da soberania e da democracia, além de discutir o processo eleitoral brasileiro, que tem sido alvo de alegações de interferência externa. Em uma entrevista à CNN Internacional na segunda-feira, 21 de setembro, Lula expressou sua preocupação com as ações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sugerindo que sua proximidade com a família Bolsonaro poderia levar a uma possível interferência nas eleições brasileiras.

Embora Lula tenha ressaltado que até o momento apenas existem suspeitas sobre essa interferência, ele mencionou indícios que poderiam apontar para a atuação dos EUA nas eleições, através do uso de inteligência artificial. No entanto, fontes do Palácio do Planalto informaram que não há solicitações para uma reunião bilateral entre os governos brasileiro e norte-americano.

Apesar disso, é provável que Lula e Trump tenham uma conversa informal, similar ao que ocorreu na edição anterior do evento, onde se encontraram brevemente. Na última Assembleia Geral, o presidente dos EUA afirmou ter tido uma “excelente química” com Lula, o que resultou em uma série de reuniões e contatos que contribuíram para a aproximação entre os dois países.

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