Brasil prefere negociações bilaterais sobre minerais críticos
Governo brasileiro opta por não aderir à aliança comercial proposta por Donald Trump.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está adotando uma postura cautelosa em relação à aliança comercial sobre minerais críticos proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Recebido com um convite para integrar esta nova iniciativa, o Brasil prefere seguir um caminho de “universalidade”, que lhe permite explorar relações comerciais com diversas nações, em vez de se comprometer a uma parceria restritiva.
A política de universalidade do Brasil
Desde sua posse, Lula tem enfatizado a importância de diversificar as parcerias comerciais do Brasil. A política de universalidade implica em manter canais abertos com diferentes países, permitindo que o Brasil não fique atrelado a blocos ou acordos que possam limitar sua capacidade de negociação. Fontes próximas ao governo indicam que a proposta de Trump, que busca formar uma coalizão restrita de países para o comércio de minerais críticos, contraria essa visão, pois impõe barreiras que poderiam limitar as opções de parceria.
Detalhes sobre a proposta dos EUA
Recentemente, aproximadamente 50 representantes de países participaram do lançamento da aliança comercial em Washington, onde o Brasil enviou um representante de baixo nível diplomático. A decisão de não endossar o pacto foi uma declaração clara de que o Brasil busca um papel independente nas questões comerciais globais. Em contrapartida, países como Japão, México e a União Europeia aderiram à aliança, que visa mitigar as vulnerabilidades na cadeia de suprimentos de minerais críticos, atualmente dominada pela China.
Na prática, a aliança proposta pelos EUA inclui um plano de ação que visa desenvolver políticas comerciais coordenadas em até 60 dias. Essas medidas incluem a identificação, exploração e importação de minerais críticos a preços mínimos, buscando evitar interrupções no abastecimento.
O futuro das parcerias comerciais brasileiras
Além de evitar a adesão ao bloco liderado pelos EUA, o Brasil está em negociações com a Índia para um acordo sobre minerais críticos e terras raras. A expectativa é que este pacto seja assinado durante a visita de Lula a Nova Delhi, marcada para 17 de fevereiro, e que se estenda a uma visita à Coreia do Sul. Essa estratégia indica um movimento consciente do Brasil para diversificar seus mercados e fortalecer sua posição no comércio global.
Conclusão
A decisão de Lula de não se juntar à aliança dos EUA reflete uma estratégia mais ampla de buscar uma política externa que priorize a autonomia e a diversificação. À medida que o Brasil se aproxima de outros mercados, como a Índia e a Coreia do Sul, a busca por parcerias bilaterais se torna uma prioridade, evidenciando uma nova abordagem nas relações comerciais que promete impactar o futuro econômico do país.
Fonte: www.metropoles.com