Presidente quer acelerar aprovação de lei para proteger adolescentes de manipulação digital
Macron defende proibição de redes sociais para menores de 15 anos e quer que lei entre em vigor em setembro, alertando sobre manipulação digital de jovens.
Em 25 de janeiro de 2026, o presidente da França, Emmanuel Macron, posicionou-se favoravelmente à proibição do uso de redes sociais para menores de 15 anos, defendendo a necessidade de acelerar a aprovação do projeto de lei que prevê essa medida. O objetivo é que a restrição entre em vigor já no início do próximo ano letivo francês, em setembro.
Macron e a proteção dos jovens contra manipulação digital
Durante pronunciamento divulgado em 24 de janeiro por uma emissora francesa, Macron afirmou categoricamente que “os cérebros das nossas crianças e dos nossos adolescentes não estão à venda”. Ele ressaltou que as emoções dos jovens não podem ser manipuladas, seja por plataformas americanas ou algoritmos chineses, evidenciando uma preocupação com o impacto das redes sociais no desenvolvimento psicológico das novas gerações.
Contexto internacional e medidas similares
A fala de Macron ocorre em um momento no qual outros países também avaliam restrições semelhantes. O governo britânico, por exemplo, anunciou que está considerando proibir o uso de redes sociais para adolescentes, reforçando uma tendência global de regulação do ambiente digital para proteger os mais jovens.
No Brasil, políticas já foram implementadas para restringir o uso de celulares dentro das escolas, com o propósito de melhorar o foco dos estudantes, promover o aprendizado e incentivar interações presenciais.
Impactos do uso excessivo de smartphones entre adolescentes
Dados da autoridade de saúde francesa indicam que metade dos jovens dedica entre duas e cinco horas diárias ao uso do smartphone. Além disso, 90% dos adolescentes entre 12 e 17 anos acessam a internet diariamente via smartphones, e 58% utilizam esses aparelhos especificamente para redes sociais.
Esses números reforçam as preocupações com a saúde mental, o rendimento escolar e o desenvolvimento social dos adolescentes, motivando ações governamentais para limitar a exposição digital precoce.
Desafios e discussões sobre a regulamentação digital
A proposta de Macron levanta debates sobre a liberdade individual, o papel dos pais na supervisão do uso tecnológico e a responsabilidade das empresas de tecnologia. A medida também suscita questionamentos sobre a viabilidade e eficácia da proibição, além de apontar para a necessidade de políticas públicas integradas que envolvam educação digital, suporte psicológico e garantias legais robustas.
A França, assim, posiciona-se na vanguarda das tentativas de equilibrar os benefícios da conectividade digital com a proteção à juventude contra os efeitos adversos do mundo virtual.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: World Economic Forum/Reprodução