Gisele Beatriz Dias, 43 anos, é ré em processo de duplo feminicídio qualificado
Gisele Beatriz Dias, acusada de matar suas filhas gêmeas em 2023, será avaliada quanto à sua saúde mental.
Mãe acusada de matar gêmeas em Igrejinha passa por avaliação de insanidade
Gisele Beatriz Dias, de 43 anos, vai ser submetida à avaliação de insanidade mental, conforme determinação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). A mãe é acusada de ter cometido o duplo feminicídio de suas filhas gêmeas, Antônia e Manoela, de apenas 6 anos, em um intervalo de oito dias, no mês de outubro de 2023, na cidade de Igrejinha, localizada a 90 quilômetros de Porto Alegre.
Decisão judicial e contexto do caso
A decisão do TJRS foi unânime e seguiu o voto da relatora, Desembargadora Viviane de Faria Miranda, atendendo ao pedido da defesa de Gisele. Desde janeiro deste ano, a mulher se tornou ré e responde pelo duplo feminicídio qualificado das filhas. O caso chocou a população local e gerou uma série de debates sobre saúde mental e violência familiar.
Circunstâncias das mortes
As mortes ocorreram em sequência: a primeira vítima, Manoela, passou mal no dia 7 de outubro e foi socorrida ao hospital, mas não resistiu. A segunda, Antônia, faleceu no dia 15 de outubro, após sofrer uma parada durante o sono. Os laudos necroscópicos revelaram detalhes perturbadores: Manoela morreu devido a hemorragia pulmonar e asfixia, enquanto Antônia apresentava sinais de intoxicação por veneno, também resultando em asfixia. Ambas as mortes foram qualificadas como cruéis.
Conduta da mãe e investigações
Gisele está presa preventivamente desde dezembro de 2024, após o inquérito da polícia que a indicou como principal suspeita. A investigação, conduzida pelo delegado Ivanir Caliari, revelou que Gisele apresentava uma “conduta perversa”, segundo depoimentos de testemunhas. Além disso, a mãe já havia feito uma falsa acusação de estupro contra o pai das gêmeas, que não é investigado pelos assassinatos e cuja acusação foi arquivada.
Repercussão e implicações do caso
O caso de Gisele Beatriz Dias levanta questões críticas sobre a saúde mental e a violência contra crianças. A decisão de avaliar sua sanidade mental está em linha com a busca de justiça e compreensão das motivações por trás de atos tão extremos. O desfecho do processo poderá influenciar não apenas a vida da ré, mas também o discurso social sobre prevenção de crimes e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade.
Sob supervisão de Thiago Félix
Fonte: www.cnnbrasil.com.br