Magno Malta defende controle do CNJ sobre ministros do Supremo

Agência Senado

Senador critica a autonomia dos magistrados e sugere fiscalização mais ativa do CNJ

Magno Malta critica a falta de controle ético sobre ministros do STF e propõe maior uso do CNJ.

O senador Magno Malta (PL-ES) fez um pronunciamento contundente no Plenário, no qual questionou a atual autonomia dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ressaltou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deveria ter um papel ativo no controle de atos que possam ferir a ética. Segundo Malta, o STF já possui meios suficientes para regulamentar a conduta dos seus magistrados, e não necessita de um novo código de ética proposto pelo presidente do STF, Edson Fachin.

A origem da proposta de Magno Malta

Magno Malta recordou que o CNJ foi instituído em 2005 com a missão de fiscalizar o Judiciário, e, segundo ele, essa função precisa ser resgatada. O senador criticou a criação de “penduricalhos” que acabaram por transformar o CNJ em uma instância com poderes excessivos. Malta enfatizou que o papel do CNJ deveria ser o de cumprir com as diretrizes já estabelecidas sem a necessidade de criar novas normas éticas. Ele acredita que o CNJ é capaz de operar dentro dos limites da legislação vigente, e que isso já deveria ser suficiente para garantir a ética no Judiciário.

O contexto atual do STF e do CNJ

O senador ainda abordou a situação do STF, afirmando que há magistrados que se sentem “inatacáveis” e que a Corte vem ultrapassando limites éticos. Malta reforçou que as ações e decisões dos ministros precisam ser monitoradas de forma mais rigorosa, de modo a garantir uma justiça mais transparente e acessível. A interação entre o CNJ e o STF, segundo o parlamentar, deveria ser mais colaborativa, visando sempre o aprimoramento do sistema judiciário.

Consequências da recusa ao diálogo com a AGU

Malta também fez uma declaração polêmica ao afirmar que se recusou a dialogar com interlocutores do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, que busca a aprovação do Senado para uma vaga no STF. Para ele, qualquer interação com a AGU seria uma afronta às vítimas de atos antidemocráticos, particularmente em relação aos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando houve uma série de prisões solicitadas pela AGU.

Conclusão

A fala de Magno Malta no Plenário reflete um descontentamento com a situação atual do Judiciário e uma demanda por mais responsabilidade e ética por parte dos ministros do STF. O fortalecimento do CNJ como uma entidade fiscalizadora pode ser um passo importante para garantir a lisura e a transparência no sistema judiciário brasileiro.

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