A líder da oposição na Venezuela, Maria Corina Machado, declarou no último domingo (28) que tem planos de retornar ao seu país natal após a ocorrência de terremotos devastadores. Em entrevista ao programa Fox & Friends Weekend, ela enfatizou: "É meu dever acompanhar meu povo". A política ressaltou a necessidade de união em tempos de aflição, afirmando que é importante "nos abraçar, lamentar e chorar juntos, mas também nos fortalecer mutuamente neste momento difícil".
Nos últimos dias, a insistência de Machado em buscar ajuda dos Estados Unidos para facilitar seu retorno à Venezuela tem gerado frustração entre autoridades de Washington. Um funcionário da Casa Branca revelou que ela tem feito contato com vários membros do governo americano, incluindo integrantes do Departamento de Estado e do Congresso, para solicitar suporte na sua volta.
Recentemente, a Venezuela foi atingida por dois terremotos que resultaram na morte de pelo menos 1450 pessoas. Maria Corina Machado deixou o país em dezembro, desafiando uma proibição de viagem de dez anos, para receber o Prêmio Nobel da Paz, após ter vivido sob forte resguardo por mais de um ano, em decorrência das eleições contestadas de 2024.
Um funcionário da Casa Branca expressou apoio ao retorno de Machado, mas levantou questionamentos sobre o timing, dado que a catástrofe humanitária ainda está em andamento. "Apoiamos o retorno dela à Venezuela, mas precisa ser 24 horas depois de uma catástrofe humanitária de grandes proporções, em que o número de mortos continua a subir?", ponderou o oficial.
Até o momento, um porta-voz de Maria Corina Machado não respondeu a solicitações de comentários sobre a situação e seus planos de retorno ao país afetado pelos desastres naturais.