A Polícia Federal prendeu o MC Ryan nesta quarta-feira (15) durante uma operação que investiga lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína. A defesa do artista alega que todas as transações financeiras realizadas por ele têm origem comprovada.
Conforme a investigação, o grupo liderado pelo MC Ryan utilizava empresas de entretenimento para misturar receitas lícitas com valores ilícitos. Além dos lucros do tráfico, recursos de apostas e rifas digitais clandestinas também estariam envolvidos. A 5ª Vara Federal de Santos ordenou o bloqueio e sequestro de bens no valor de R$ 1,6 bilhão, cálculo baseado nos lucros do tráfico de drogas.
A operação, que recebe o nome de Narco Fluxo, é uma continuação de investigações anteriores, como as operações Narco Vela e Narco Bet, que já apuravam a exportação de entorpecentes e o uso de sistemas de apostas para ocultar valores. A decisão de prisão menciona que o montante bilionário é referente ao tráfico internacional de cocaína e ao fluxo financeiro identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
MC Ryan foi detido em uma festa no bairro Riviera de São Lourenço, em Bertioga, enquanto o MC Poze do Rodo também foi preso no Rio de Janeiro. Após a detenção, o artista foi submetido a um exame de corpo de delito no litoral paulista e, em seguida, será levado para a sede da PF em São Paulo.
As investigações revelam que os envolvidos utilizavam um sistema para disfarçar valores, incluindo movimentações financeiras significativas e transporte de dinheiro. A defesa de MC Ryan afirma que a integridade do artista será demonstrada ao longo do processo e que todas as suas transações financeiras foram realizadas com rigoroso controle.
A defesa destaca que ainda não teve acesso ao procedimento que tramita em sigilo, o que a impede de apresentar uma manifestação detalhada sobre os fatos. Apesar disso, reafirma a lisura das transações de MC Ryan e acredita que a verdade será esclarecida durante a investigação.