Médico esclarece 12 dúvidas frequentes sobre o uso do canabidiol

Composto derivado da Cannabis Sativa é indicado tratar epilepsia, dores crônicas e ansiedade, com prescrição médica e acompanhamento clínico

O canabidiol (CBD) é um dos mais de 400 compostos químicos identificados na Cannabis sativa e integra o grupo dos canabinoides. Diferentemente do tetrahidrocanabinol (THC), não provoca efeitos psicoativos nem alterações da consciência. De acordo com o médico clínico geral, Dr. Adam Alborta, o CBD atua no sistema endocanabinoide, responsável por regular funções como o sono, o humor, a dor e a resposta inflamatória, contribuindo para a manutenção da homeostase do organismo.

Entre as principais indicações estão epilepsia refratária, ansiedade, dores crônicas — como fibromialgia —, distúrbios do sono e autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que não há evidências de potencial de abuso ou dependência relacionadas ao composto. “O CBD é diferente do THC. Quando utilizado de maneira adequada, não provoca ‘barato’, mas pode auxiliar no tratamento de doenças e transtornos, como ocorre com outros medicamentos”, destaca o especialista.

No Brasil, o tema ganhou destaque após a regulamentação que estabelece regras desde o plantio até a produção e comercialização de produtos à base de cannabis para fins medicinais. A norma cria um marco regulatório aguardado por pacientes, profissionais de saúde, pesquisadores e entidades que acompanham esses públicos. Com a ampliação do debate, também aumentaram as dúvidas da população sobre o uso do canabidiol.

Para quem quer conhecer melhor os tratamentos via canabidiol, o especialista aconselha que não sejam consumidos produtos artesanais devido ao risco de contaminação, à ausência de padronização e à falta de controle de qualidade. Além disso, ele lembra que o acompanhamento profissional adequado é fundamental para garantir segurança e eficácia no tratamento. “O uso do CBD deve sempre ser individualizado e acompanhado por um médico. Cada caso é único e, assim como outros medicamentos, ele precisa ser utilizado de maneira correta”, ressalta o médico.

A seguir, o Dr. Adam Alborta responde perguntas frequentes sobre canabidiol:

O CBD causa dependência?        

Não. O canabidiol não é uma substância aditiva e não ativa os mecanismos cerebrais clássicos relacionados à dependência química. Há, inclusive, estudos que investigam seu potencial como modulador de ansiedade e de craving em pacientes com dependências.

O CBD altera a consciência ou causa “barato”?

Não. O CBD não é psicoativo e não provoca euforia, desorientação ou perda de controle. Esses efeitos estão associados ao THC, quando presente em concentrações elevadas.

O CBD substitui outros medicamentos? 

Não de forma automática. O composto pode ser utilizado como terapia complementar e, em alguns casos, permitir ajustes graduais de outros fármacos, sempre com acompanhamento médico.

Quanto tempo demora para fazer efeito?     

O tempo de resposta varia conforme o objetivo terapêutico, a dose prescrita, a forma de administração e as características individuais do paciente. Alguns efeitos podem surgir em poucos dias; outros exigem semanas de acompanhamento e ajuste.

O CBD pode ser usado com outros medicamentos?   

Em muitos casos, sim. No entanto, pode haver interação com determinadas medicações, especialmente as metabolizadas pelo fígado. Por isso, é fundamental informar ao médico todos os medicamentos em uso.

O CBD serve para todo mundo?  

Não necessariamente. Apesar do potencial terapêutico, não é indicado para todos os quadros clínicos nem para todos os perfis de pacientes. A avaliação médica define indicação e segurança.

Qual é o preço do tratamento?   

O custo varia conforme o produto prescrito, a concentração, a dose necessária e a duração do tratamento. Não há valor fixo. Essas informações são discutidas durante a consulta.

Quais são os principais efeitos colaterais?  

Em geral, o CBD é bem tolerado. Alguns pacientes podem apresentar sonolência, boca seca, alterações gastrointestinais ou fadiga. Os efeitos costumam ser leves e transitórios.

É possível dirigir, trabalhar e manter a rotina? 

Na maioria dos casos, sim. O CBD não altera a consciência. Ainda assim, recomenda-se observar a resposta individual, especialmente no início do tratamento ou durante ajustes de dose.

O médico vende ou comercializa CBD?  

Não. O médico não vende nem intermedeia a compra de produtos à base de cannabis. Sua função é avaliar, orientar e prescrever de forma ética e independente.

Como obter o CBD no Brasil?      

Mediante prescrição médica. Após avaliação clínica, o paciente recebe orientação para adquirir o produto em farmácias autorizadas ou por importação, conforme as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Existe dose padrão de CBD?       

Não. A dose é individualizada e ajustada progressivamente, de acordo com a resposta clínica e a tolerância do paciente. Não há quantidade fixa que funcione para todos.

Para finalizar, o médico lembra que o acompanhamento profissional adequado é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. “O uso do CBD deve sempre ser individualizado e acompanhado por um médico. Cada caso é único e, assim como outros medicamentos, ele precisa ser utilizado de maneira correta”, reforça o Dr. Adam Alborta.

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