Ex-presidente russo destaca os riscos de expiração do tratado de controle nuclear
Dmitry Medvedev alerta para os perigos de uma nova corrida armamentista com a possível expiração do New START, acordo vital entre EUA e Rússia.
A iminência do fim do tratado New START gera preocupações globais. O ex-presidente russo Dmitry Medvedev, atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, emitiu um alerta sobre a possibilidade de uma nova corrida armamentista, enfatizando a importância do acordo que estabelece limites para os arsenais nucleares da Rússia e dos Estados Unidos.
O tratado New START e seu impacto histórico
Assinado em 2010 por Dmitry Medvedev e Barack Obama, o New START representa o último grande acordo de controle de armas nucleares entre as duas nações. Ele limita a 1.550 o número de ogivas nucleares estratégicas que cada país pode implantar, além de regular mísseis e bombardeiros, e prever mecanismos de inspeção mútua. A expiração do tratado, prevista para 5 de fevereiro, significaria uma ruptura significativa na diplomacia nuclear, deixando os dois maiores arsenais nucleares do mundo sem limites legais vinculantes pela primeira vez desde 1972.
Medvedev descreveu o New START como uma conquista diplomática que trouxe benefícios tangíveis para a estabilidade global. Ele argumentou que o acordo foi fundamentado em compromissos reais, que agora podem se perder caso não seja prorrogado, levando a um aumento das tensões internacionais e a uma possível corrida armamentista.
Consequências do fim do New START
O atual contexto geopolítico torna a situação ainda mais delicada. A deterioração das relações entre Rússia e Estados Unidos, exacerbada pela guerra na Ucrânia, contribuiu para a crise da diplomacia nuclear. Medvedev atribui a deterioração do tratado à postura dos EUA, que considera irresponsável. Elementos como o sistema de defesa antimíssil conhecido como “Domo Dourado” e a possibilidade de retomada de testes nucleares por parte dos EUA são citados como fatores que desestabilizam o equilíbrio.
Além disso, a Rússia suspendeu sua participação no tratado em 2023, ainda que tenha continuado a respeitar os limites acordados. A postura de Moscou reflete uma crescente desconfiança em relação a Washington e uma demanda por inclusão de outras potências nucleares, como a China e o Reino Unido, em futuras negociações de controle de armas.
O futuro da segurança nuclear global
A proposta de Vladimir Putin em setembro de 2025 para prorrogar o New START até fevereiro de 2026 traz à tona a necessidade urgente de diálogo. Contudo, a extensão do tratado está condicionada a garantias de que os EUA não comprometerão o equilíbrio da dissuasão nuclear. O cenário atual sugere que a falta de um acordo pode resultar em uma escalada de tensões armamentistas e na intensificação das concorrências entre nações, impactando não apenas a segurança regional, mas a estabilidade global.
A expiração do New START pode significar um retrocesso nas conquistas diplomáticas e uma nova era de incertezas. A comunidade internacional observa atentamente, ciente de que a decisão que se aproxima pode ditar o rumo da política nuclear nos próximos anos.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida de Dmitry Medvedev e Vladimir Putin