Relatório da Instituição Fiscal Independente destaca desafios e previsões.
Relatório da IFI aponta que a inflação em queda pode melhorar a economia, mas exige controle de gastos.
Cenário Econômico Atual
O relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) apresenta um panorama desafiador para a economia brasileira nos próximos anos. Com a previsão de um crescimento de 2,3% em 2025 e 1,7% em 2026, a IFI aponta que, apesar da inflação em queda, o país enfrenta um déficit primário significativo que limita o espaço para investimentos. A inflação, que deve fechar 2025 em 4,3%, proporciona uma oportunidade para que o governo implemente medidas fiscais mais eficazes e sustentáveis.
Desafios do Crescimento Sustentável
De acordo com a IFI, o aumento das despesas obrigatórias continua a pressionar a dívida pública e diminui a capacidade do governo de investir em áreas cruciais, como saúde e educação. O diretor-executivo da IFI, Marcus Pestana, enfatiza que um ajuste fiscal consistente é necessário para garantir o equilíbrio das contas públicas. Isso se torna ainda mais urgente considerando que a projeção indica um déficit primário de R$ 90,6 bilhões para 2026.
O Papel dos Juros na Economia
O Banco Central, com sua política de juros altos, tem conseguido conter a inflação, mas isso tem um custo. O crescimento econômico é limitado no curto prazo. Contudo, a IFI sugere que a redução gradual da taxa Selic pode facilitar financiamentos para setores essenciais, aumentando a capacidade de investimento em infraestrutura e serviços públicos. Juros mais baixos podem significar um alívio para famílias e empresas, promovendo um ciclo de crescimento mais saudável.
Necessidade de Mudanças Estruturais
O relatório da IFI também destaca a urgência de mudanças estruturais no regime fiscal brasileiro. A insustentabilidade do modelo atual, marcada por déficits recorrentes desde 2014, exige um ajuste fiscal mais profundo. Sem isso, o Brasil poderá enfrentar dificuldades crescentes para expandir serviços públicos e promover melhorias significativas na qualidade de vida da população.
Conclusão: O Caminho a Seguir
Com a previsão de um crescimento moderado, a IFI alerta que o país precisa urgentemente de um planejamento fiscal mais robusto e sustentável. A adoção de medidas que visem aumentar a arrecadação e controlar as despesas pode não apenas estabilizar a economia, mas também criar um ambiente propício para investimentos em áreas que impactam diretamente a vida dos cidadãos. O futuro da economia brasileira dependerá, portanto, de decisões estratégicas e comprometidas com a sustentabilidade fiscal.
